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quinta-feira, 24 de julho de 2014

Iraque : ن . Somos todos nazarenos! E o Islã avança!

O Islã avança! Acordem Nazarenos! 


ن, é a 25ª letra do alfabeto árabe – nun, nossa ou N –, e é o rabisco com que os seguidores do [não reconhecido] Califato do Estado Islámico (IS, Islamic State) estão marcando as fachadas das casas e lugares de culto dos cristãos. É a letra que abrevia "nasrani" [nazareno], com a qual os muçulmanos designam pejorativamente os cristãos desde o século VII. Em cima da letra, nas fachadas, um aviso em preto: "Propriedade do Estado Islâmico".

Em Mosul, acaba de terminar o prazo fixado para o ultimatum (venceu no sábado à noite): ou os cristãos deixavam Mosul ou se convertiam ou pagavam a "yizia", o imposto para os "dimmíes" [não muçulmanos]. Passado o prazo, o "califa" revelou o seu destino: "a única opção [para os que ficam] será a espada".  


O enviado especial do jornal "El Mundo", F. Carrión, descreve a situação:

Desde então, os alto-falantes das mesquitas e dos veículos que patrulham a cidade estavam difundindo uma ameaça confirmada na sexta-feira nos folhetos distribuídos depois da oração. Entre outras sanções, aos funcionários cristãos foram retirados os salários e foi suspensa a distribuição de alimentos às famílias não muçulmanas. Suas casas também sofreram cortes de energia.  

Nas últimas horas, dezenas de famílias cristãs - os últimos representantes cristão da cidade - deixaram o local rumo às cidades da Província de Ninive que ainda estão fora do controle do IS [ou ISIS, sigla inglesa para Estado Islâmico do Iraque e do Levante] ou à vizinha região autônoma do Curdistão, que já recebeu centenas de milhares de refugiados. Na debandada, sofreram nos postos de controle dos jihadistas, que, de acordo com os testemunhos de algumas vítimas, têm confiscado bens e dinheiro daqueles que fugiam.  

Em 2003, havia um milhão e meio de cristãos, ou 5% da população. No ano passado, não chegavam a 450 mil. Agora não hã mais nenhum. 

A dramática entrevista do Patriarca sirio-católico Ignacio José III Younan:
– Ainda há cristãos em Mosul?
– Não, não há mais. Havia uma dezena de famílias que tiveram que fugir ontem e lhes roubaram tudo. Já haviam ultrapassado a fronteira, mas foram roubados, humilhados e deixados no deserto. Infelizmente, não. 

Para qualquer estudante de História da Espanha (pelo menos os de antes), Nasrani ou yizia, são termos conhecidos. Santo Eulógio ou Santo Álvaro de Córdoba e todos os mártires mozárabes são uma lembrança perene. E, quiçá, também uma esperança para todos esses irmãos cristãos do Oriente. Os recomendo à sua intercessão, para que os ajude a ver a vontade do Senhor, e a corresponder à graça da perseverança final.

Lamento por quem leve a mal, mas a caridade é também uma virtude ordenada, e eu [e o Pale Ideas também!] estou muito mais preocupado com a sorte desses irmãos [e os da Nigéria, e de toda parte em que os cristãos são perseguidos e martirizados pelo Islã] do que pelo que ocorre na faixa de Gaza. Estou prestes a bordar uma ن vermelha em minha roupa para ver se eu pego algo deles.

Suponho que ninguém estranhará se, agora que chegamos ao final do post, eu pedir uma Ave Maria, Regina Martyrum, para eles. (Fonte)
  
* * * 

Cristão de Mosul
clique para ler sobre a expulsão dos cristãos

Mosul foi um antigo centro assírio que continuou a florescer durante a Idade Média. A cidade já registrava a presença cristã no século II d.C., e foi uma base vital para a Igreja do Oriente, a chamada Igreja nestoriana, que fez dela a sua Sé Metropolitana. Também estiveram presentes na região os chamados monofisitas. Essas igrejas usavam o siríaco, idioma próximo ao dos Apóstolos. Aldeias de língua siríaca ainda sobrevivem na área de Mosul.

Destruição do Mosteiro de Mar Behnam - Mosul
A cidade esteve no centro de uma rede de mosteiros, alguns dos quais entre os primeiros e mais influentes de todo o movimento monástico. A 50 quilômetros de Mosul, encontramos os mosteiros de Santo Elias e de São Mateus (Mar Mattai), do século IV; os de Rabban Hormizd e Beth Abe, do VI ou VII, e muitos outros, como o Mar Behnam [tomado pelo Califa, e seu monges expulsos], o Mar Gewargis (São Jorge), o Mar Mikhael (São Miguel). Todos eles correm o risco de desaparecer nas mãos dos muçulmanos, que não costumam poupar nem mesmo monumentos considerados História da Humanidade. 

Como na Europa Ocidental, essas casas monásticas foram de fundamental importância para a grande tradição da Fé e do aprendizado cristão, sem ficar devendo nada a lugares lendários como Monte Cassino. Em seu auge, Mar Mattai foi um dos maiores mosteiros de todo o mundo cristão, abrigando em seus muros milhares de monges.

Existe um registro precioso desse mundo perdido nos escritos do Bispo Tomás de Marga, cujo “Livro dos Governadores” compila as vidas de monges siríacos e de homens santos. Tomás menciona dezenas de nomes de pequenas casas religiosas na região de Mosul, a maioria das quais é quase impossível localizar hoje em dia. Os restos de muitas delas sobrevivem, provavelmente, sob mesquitas iraquianas em vilarejos da região. O norte do Iraque já foi tão densamente semeado de mosteiros e de ermidas quanto a Irlanda!

A Igreja do Oriente nunca estreitou alianças com um poder secular amigável. No século III, a região de Mosul foi governada pela Pérsia e, no VII, foi tomada por comandantes muçulmanos. Durante séculos, no entanto, aquelas igrejas e mosteiros continuaram seguindo o seu bem estabelecido caminho. Nas histórias do imponente polímata Gregório Bar Hebraeus, do século XIII, a região de Mosul ainda se apresentava como um dos centros do universo cristão (o próprio Gregório foi enterrado em Mar Mattai). Quando emissários cristãos da China mongol viajaram pelo Oriente Médio, por volta de 1280, visitando os principais centros da Fé, Mosul foi, naturalmente, um dos destaques do itinerário.

Após o século XIII, Mosul passou por tempos duríssimos e saiu devastada das guerras mongóis. Mesmo assim, a vida cristã persistiu nas casas religiosas circundantes. Podemos ter uma ideia desta situação com base em inestimáveis e antigos manuscritos cristãos siríacos, como a Caverna dos Tesouros, hoje no Museu Britânico. O manuscrito foi copiado em 1709 pelo erudito sacerdote Homô, filho do sacerdote Daniel, que viveu em Alqosh, perto de Mosul. Sem o trabalho dedicado de estudiosos como ele, o nosso conhecimento acerca do Cristianismo oriental antigo seria muito mais pobre. 

A ruína da Mosul cristã é um assunto dos nossos tempos. No início do século XX, o estado terrível da ordem pública no norte da Mesopotâmia tinha reduzido drasticamente a população cristã, enquanto incursões curdas e ataques de bandidos açoitavam reiteradamente os mosteiros e devastavam as suas bibliotecas. A Primeira Guerra Mundial foi outro golpe de "quase morte", com os turcos otomanos infligindo aos cristãos locais a mesma tentativa de genocídio que estavam aplicando contra os Armênios. Por volta de 1920, a outrora transcontinental Igreja do Oriente, a Igreja Assíria, se viu reduzida a cerca de quarenta mil sobreviventes na área de Mosul.

Mesmo assim, a comunidade assíria reviveu e coexistiu com outras comunidades cristãs, com os Caldeus Católicos, com os Sírio-Ortodoxos e com os Ortodoxos árabes. Os cristãos tinham a esperança de se beneficiar da laicidade do Estado, prometida pelo Regime do Baath, de Saddam Hussein. Mosul era a casa do notório ministro das Relações Exteriores de Saddam, que trocou seu nome cristão de batismo, Mikhail Yuhanna, por um nome de sonoridade mais muçulmana: Tariq Aziz. Mas não adiantou. A violência islâmica eclodiu após a invasão dos Estados Unidos em 2003, e a campanha do ISIS pode muito bem significar o golpe final. 

No dia 29 de junho, pela primeira vez em 1600, não houve Missa em Mosul. (Fonte
  

Até aqui as traduções, agora meu comentário. 

Eu li por aí que a situação na Faixa de Gaza serve para tirar o foco da questão Rússia x Ucrânia. Pode ser, mas para mim, que observo (e medito) a big picture com mais atenção, me parece que possa ser outra coisa, tendo em vista que a grande maioria dos cristãos modernos, e também de muitos que se dizem tradicionalistas, se posicionaram a favor do palestinos e contra Israel, talvez mais por causa das fotos das criancinhas muçulmanas mortas do que por semitismo ou antissionismo. 


Infelizmente, nem todos fazem uso da razão e quando veem uma bandeira de Israel já se postam contra, por princípio. 

Nesse caos que se instalou no mundo, é necessário mais que antes fazer uso da razão, por que senão se acaba por ficar contra e a favor da mesma situação em algum momento.

Por que acho que não é para tirar o foco da questão Rússia x Ucrânia? Que outra questão está em jogo? Oras, a perseguição do Islã aos cristãos e a islamização do Ocidente, visando o fim da Cristandade! 

Enquanto os cristãos (católicos) defendem os palestinos (muçulmanos) na questão de Gaza, no Oriente todos os cristãos (na maioria católicos) estão sendo perseguidos, expulsos e dizimados!!! Sim, porque a mídia usa o termo "cristãos" querendo generalizar, mas a maioria dos perseguidos continua sendo de católicos.

Mosul (ou Mossul), último bastião de resistência à incursão jihadista (ou mujahidin) ao Iraque, não foi a primeira cidade a ser "zerada" na fé católica, mas certamente é uma das mais importantes tendo em vista que guardava um patrimônio em templos, documentos e relíquias que foi completamente destruído pela sanha islâmica. Outro dia, li uma notícia que dizia que os religiosos de um mosteiro se humilharam implorando que poupassem as relíquias, mas foi em vão!

O que está havendo no Iraque, hoje? Resumidamente, um grupo de jihadistas (uma facção dentro dos sunitas) resolveu tomar o poder no Iraque e fundar um Califado. Ibrahim ibn Awad, mais conhecido como Abu Bakr al-Baghdadi, se proclamou no último domingo "imã e califa para os muçulmanos de todo o mundo". E isso significa que ele comandará uma legião de milhões de fanáticos pelo mundo todo, porque ele tem poderes para isso. Para se ter uma noção da candura desse senhor, dizem testemunhas que, quando ele tomou a cidade de Mosul, no dia 10 de junho (aqui e aqui), mandou executar 500 xiitas que estavam presos na cadeia de Mosul. Os jihadistas são a banda radical dos sunitas, que sempre foram considerados mais "cordatos" do que os xiitas, estes sim radicais a ponto de o termo se tornar sinônimo de uma pessoa extremamente fanática. Para matar um xiita... imagina o quão bonzinho um jihadista é! Insatisfeito, mandou explodir mesquitas dos xiitas. Alguém tem dúvidas de que fará o mesmo com as igrejas e mosteiros cristãos? E com os cristãos? O que será capaz de fazer? Já queimaram a Mitra Diocesana de Mosul, o resto só saberemos se eles mesmos divulgarem. 

Assim, todos os que se proclamam católicos, e portanto, cristãos verdadeiros, parem de defender palestinos, porque mais dia menos dia o Califa partirá em defesa de Gaza, não tanto pelos palestinos (sobretudo se não forem jihadistas), mas para continuar o plano de dominação mundial, porque ou você é um deles ou você morre. 

E não tem como não se questionar por que a ONU não se manifesta contra isso, contra toda a violência que os muçulmanos promovem contra os cristãos pelo mundo todo, particularmente na Ásia, no Oriente e na África. Quem não tomou conhecimento da existência do Boko Haram, que há anos persegue e executa cristãos? Quando as quase 300 moças católicas foram sequestradas na Nigéria, pelo Boko Haram, ninguém se manifestou. Depois que civis fizeram manifestações pelo mundo, as principais autoridades mundiais saíram em defesa delas, proclamando-se salvadores e oferecendo ajuda. Depois... nada. Algumas moças conseguiram fugir do horror e voltar para suas casas, por sua própria conta, mas a maioria continua lá, sofrendo castigos físicos e lavagem cerebral. Segundo alguns testemunhos, há meninas que são estupradas até 15 vezes ao dia. Outras foram vendidas e já são dadas como irrecuperáveis. Uma delas foi filmada enquanto era martirizada. E não é de hoje que a Nigéria denuncia a perseguição islâmica. E a Síria? Em Damasco, também não há mais cristãos, o último morreu em abril deste ano, o Padre Frans Van der Lugt. E os ataques continuam por toda parte.

Por que a ONU não se pronuncia com veemência contra a Cristanofobia como faz com os palestinos? Ban Ki-moon limitou-se a afirmar que "a perseguição aos cristãos em Mosul deve ser 'considerada como um crime contra a humanidade' e que os seus autores 'devem prestar contas'..."

Mas sabemos que a ONU serve à NOM, o que esperar deles? O que não se compreende é porque Francisco, que é o "papa dos católicos", silencia ou é lacônico e não mexe um dedo em prol de seus filhos espirituais? Não só os católicos, como todos os que se dizem cristãos, uma vez que o papa é o pai espiritual de todas as almas, e tem o dever de velar por elas! 

Aqui está o que ele disse sobre Mosul na Praça de São Pedro, depois do tradicional Angelus de domingo:
"Nossos irmãos são perseguidos, são mandados embora, eles devem deixar suas casas sem poder levar nada (...). Eu asseguro a essas famílias e a essas pessoas a minha proximidade e oração constante".
Para logo mudar de assunto e se referir aos conflitos no Oriente Médio e na Ucrânia:
"Exorto-vos a perseverar em suas orações as situações de tensão e conflito que persistem em diferentes partes do mundo, especialmente no Oriente Médio e na Ucrânia (...). A violência não se vence com mais violência, a violência se vence com a paz". (Fonte
  
Mas se vemos Francisco gastar saliva cumprimentando os muçulmanos por ocasião de uma festa idólatra ou lamentando por eles porque naufragados em Lampeduza, onde "celebrou uma Missa votiva que ele mesmo chamou de 'ato penitencial' em remissão dos pecados cometidos contra os imigrantes, em sua esmagadora maioria muçulmanos", ou beijando-lhes os pés (como se não bastasse um ano antes a uma muçulmana!), ou permitindo que um imã reze ao seu ídolo nos jardins do Vaticano pedindo a vitória sobre os... cristãos, não o vemos gastando uma sílaba em defesa dos cristãos!!! 

Hoje, recebemos a notícia de que a senhora Meriam e sua família deixaram o Sudão em segurança e foram levados para Roma pelo governo italiano, em um avião da Força Aérea. Lá, visitaram Francisco de quem receberam uma benção, em uma reunião rápida de trinta minutos. Como não poderia deixar de ser, a benção foi a festa dos fotógrafos. Francisco colhe os louros de uma caridade que não fez. Até um pastor norte-americano foi até o Sudão oferecer ajuda e hospedagem a Meriam!!! Mas falaremos dela em outro post. 

Só nos resta continuar rezando pelas meninas nigerianas e por todos os mártires da atualidade, que não serão poucos. Francisco está bem informado, porque declarou em mais uma entrevista que atualmente há mais mártires que nos primeiros tempo. Ainda assim, ele diz: "Sei muitas coisas sobre estas perseguições que não me parece prudente contar aqui, para não ofender ninguém"!!! 

Não apenas neste momento, mas desde Cristo, somos todos nazarenos! Nós pertencemos a uma Igreja de Mártires, não à Igreja dos Ursinhos Carinhosos, que confraterniza com os inimigos de Deus, e até os traz para dentro de sua casa para rezar com eles, contrariando o que a Igreja sempre ensinou.  



Eu sou nasrani! Eu sou nazarena! Eu sou cristã! 

Viva Cristo Rei!  
 
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2 comentários:

  1. Como uma religião maluca que nega a Santa Divindade de Nosso Senhor avança no mundo? Que coisa desagradável!!!

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    1. Nossa Senhora nos avisou, em La Salette, em Fátima... O pior é que o avanço dela não é nada silencioso, embora seja sistematicamente ignorado pelas grandes potências. Na verdade, a mídia diz que são estas que financiam o Islã.

      E nós devemos nos preparar pq se na Europa os Governos ainda trabalham no meio termo, procurando servir a dois Senhores, aceitando os muçulmanos mas barrando aqui e ali os excessos, na América Latina estes nadam de braçada. No Brasil, então, a situação é a pior, pq há anos observo com preocupação a proximidade entre a Dilma e o Iran. A maioria dos árabes que vivem no Brasil ainda é de cristãos, por incrível que pareça, mas os muçulmanos aumentam cada dia, pq eles não fazem controle de natalidade (na Europa tb não).

      Para piorar, agora estão chegando levas e mais levas de muçulmanos no Rio Grande do Sul (de governo marxista), especificamente de Gana, que são acolhidos pelas pastorais católicas, dentro das paróquias e onde se ajoelham 5 vezes ao dia, à sombra da Igreja, para adorar um ídolo.

      Devemos nos preparar, e a nossos filhos e netos, para o martírio, pq o que vemos agora na África e no Oriente Médio e na Ásia, tb veremos aqui: ou nos convertemos ou (num primeiro momento) pagamos o imposto de não muçulmanos ou morremos. Seremos expulsos de nossas casas e tomarão nossos bens, até as roupas do corpo. E nossas vidas.

      Há Estados em que se pensa (se já não e) em tornar obrigatório o ensino do Islã "enquanto cultura". Sim, pq o Estado é laico... Mas o estudo da "cultura" cristã é terminantemente proibido!

      O homem prudente observa os sinais. E os sinais estão ai, para todo mundo ver e meditar. E agir.

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