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segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Samurai cristão, Sorin Otomo

Você sabia?


Samurai cristão, Sorin Otomo

SAKURAMA KAI GROUP
 TEATRO NOH 

TEATRO NOH

Samurai cristão, Sorin Otomo
SAKURAMA KAI GROUP

 
Esta peça de teatro noh descreve a personagem e o percurso de Sorin Otomo, um samurai (senhor feudal) um dos poucos a converter-se ao Cristianismo, com o nome de Francisco. Sorin, que em 1551 conheceu pessoalmente o missionário Francisco Xavier, ficou conhecido entre os jesuítas como Rei de Bungo, região governada pelo samurai que nela instalou um centro da Igreja Católica do Japão.

Senhor do domínio de Funai, a ilha mais ao sul do Japão, Sorin saiu vitorioso de várias batalhas que lhe permitiram consolidar o seu território. Em 1561 participou, aliado aos Portugueses, no cerco de Moji. Anteriormente, já tinha enviado uma delegação a Goa mas o seu grande feito diplomático foi o envio à Europa, em 1582, de uma delegação de quatro jovens embaixadores japoneses à cabeça de uma delegação de 10 pessoas. O objectivo desta viagem era o de tomar contacto com a actividade da Companhia de Jesus na Europa, aprender com a sua experiência e transportar os seus ensinamentos para o Japão. A delegação partiu no dia 20 de Fevereiro do porto de Nagasaqui, com passagem por Macau, Malaca e Goa. Ao fim de dois anos e meio, dobrado o Cabo da Boa Esperança, aportaram a Lisboa, em Agosto de 1584. Portugal era então governado por Filipe II. Daí partiram para Espanha e no dia 23 de Março de 1585 são recebidos pelo Papa Gregório XIII a quem se apresentam vestidos de quimono.

No ano em que se comemoram os 150 anos da assinatura do Tratado de Paz, Amizade e Comércio entre Portugal e o Japão, a apresentação desta peça, estreada em Osaca em 2009, ganha um acrescido significado e contribuiu para o reforço das relações entre os dois países.

Indicação: Tatiana Konorat 

OUTRO SAMURAI CRISTÃO


Hasekura Tsunenaga
(支倉六右衛門常長)
Don Felipe Francisco Hasekura
Hasekura Rokuemon Tsunenaga (1571 – 1622) foi um samurai japonês e servo de Date Masamune, o daimyo de Sendai. Do fim dele, pouco se sabe, mas pelo que aconteceu com seu descendentes, tudo leva a crer que manteve a Fé.

Hasekura tinha um filho, chamado Rokuemon Tsuneyori. Dois dos servos do seu filho, Yogoemon (与五右衛門) e sua mulher, foram condenados por serem cristãos, mas se recusaram a renegar a fé sob tortura (forca reversa, chamada "Tsurushi", 釣殺し) e por isso foram mortos em agosto de 1637 (como a vida dos cristãos que abjurassem a fé era poupada, essas execuções indicam que eles eram fiéis e se recusaram a negar a sua fé). Em 1637, o próprio Rokuemon Tsuneyori foi suspeito de cristianismo depois de ter sido denunciado por alguém de Edo, mas escapou por ter sido mestre do templo Zen de Komyoji (光明寺). Em 1640, dois outros servos de Tsuneyori, Tarozaemon, que seguira Hasekura em Roma, e sua mulher, foram condenados por serem cristãos, e, também se recusando a renunciar à sua fé sob tortura, foram mortos. Tsuneyori foi responsabilizado desta vez e decapitado no mesmo dia, aos 42 anos, por ter falhado em denunciar cristãos sob o seu teto, apesar de nunca ter se confirmado se ele mesmo era cristão ou não. E também dois padres cristãos, os dominicanos Pedro Vazquez e Joan Bautista Paulo, deram seu nome sob tortura. O irmão menor de Tsuneyori, Tsunemichi, foi condenado como cristão, mas conseguiu fugir e desaparecer.

Os privilégios da família Hasekura foram abolidos a esse ponto pelo feudo de Sendai, e sua propriedade e posses foram apreendidas. Foi nessa época, em 1640, que os artefatos cristãos de Hasekura foram confiscados, e mantidos sob custódia em Sendai até serem redescobertos no final do século XIX.

No total, mais ou menos cinquenta artefatos cristãos foram encontrados na propriedade de Hasekura em 1640, como cruzes, rosários, trajes religiosos e pinturas religiosas. Os artefatos foram apreendidos e guardados no feudo de Date. Um inventário foi feito novamente em 1840 descrevendo os itens como pertencentes a Hasekura Tsunenaga. Dezenove livros também foram mencionados no inventário, mas eles se perderam. Os artefatos estão hoje preservandos no Museu da Cidade de Sendai e outros museus em Sendai.

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