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quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Metamorfose da Revolução, segundo B-XVI

Parece tão atual... e, por isso, é tão doloroso ler este texto. Parece que a crise nunca terá fim e alguns, cansados, estão dispostos a tergiversar, a negociar com o inimigo. Este... não está certamente cansado. Pelo contrário, ele tem a faca e o queijo na mão. Ânimo, católicos! Não é hora de acordos agora, práticos ou doutrinários! Roma ainda não se converteu. Este padecimento não está passando despercebido por Quem verdadeiramente interessa e que saberá consolar-nos um dia. Ânimo! 
GdA

METAMORFOSE DA REVOLUÇÃO SEGUNDO BENTO XVI


A fórmula do futuro “catolicismo” seria mais ou menos esta: “tradicionalista sim, mas em privado”. Isto não nos surpreende, Mons. Lefebvre o havia predito.


PALAVRAS DO PADRE TAM EM “DOCUMENTACIÓN SOBRE LA REVOLUCIÓN EN LA IGLESIA¹


Padre Giulio Maria Tam
Em uma de suas metamorfoses, a Revolução, pela boca do Cardeal Ratzinger, nos adverte que chegou o tempo da restauração, que “já começou na Igreja”; após os excessos de Paulo VI, deve-se dar meia volta para evitar o maior número possível de reações e tentar que o maior número de fiéis aceite o essencial do Concílio. Vendo a Igreja conciliar acumular, sem pressa alguma, um excessivo número de material do tipo “Pseudo-Restauração” (teorias do Card. Ratzinger, da Opus Dei e de alguns bispos), é lógico pensar que esse material venha a ser utilizado, e para isso nos preparamos. Pode ser que estejamos às vésperas de uma operação de grande envergadura, pouco inferior ao Concílio Vaticano II.

O Card. Ratzinger, de fato, começa a distribuir as “surpresas”: em 1984, anunciava a “Restauração” (Jesus, 1984) e nove anos depois, sem pressa, declarava que vai haver a volta aos altares (Il Sabato, 24 de abril de 1993).

No entanto, mesmo que no futuro viesse a ocorrer a outra surpresa, de ver restaurada obrigatoriamente, em toda a Igreja, a Missa de São Pio V, os homens que atualmente dirigem a Igreja podem fazê-lo sem que por isso abandonem a lógica da Revolução liberal.

Porque a doutrina liberal, no fundo, pede à Igreja apenas uma coisa: que renuncie à Realeza social de Nosso Senhor Jesus Cristo, ao Estado Confessional, às consequências políticas da Divindade de Nosso Senhor Jesus Cristo, tal como ensina o Magistério Romano tradicional. Atualmente, querem uma nova doutrina social: será o exílio de N.S.J.C. da sociedade temporal.

E, conseguido isso, se depois, “nas sacristias”, se celebra a Missa de São Pio V, isto já não incomoda à Revolução liberal; esta parece ser a ideia dominante da Nova Ordem Mundial que, em contrapartida, vê a Autoridade Romana aceitando – e ensinado – sem discussão, o que fora condenado de modo infalível e imutável, desde a chamada Revolução Francesa.

Nós já nos preparamos para novas “surpresas”; no entanto, o próprio Cardeal, tranquilizando desse modo aos amos do mundo, nos garante que, “se por Restauração se entende voltar para trás, então nenhuma Restauração é possível”. Ele promete, de algum modo, não sair da lógica da Revolução liberal! A fórmula do futuro “catolicismo” seria mais ou menos esta: “tradicionalista sim, mas em privado”. Isto não nos surpreende, Mons. Lefebvre o havia predito.

Contudo, pode ser bom se preparar e preparar para isso os fiéis. A intenção de acabar com o “caso Lefebvre” foi declarada abertamente (cf. “Entretien sur la Foi”, de J. Ratzinger, cap. 2: “Um remédio contra o anacronismo”; e “30 Giorni”, outubro de 1988: “A operação para recuperar os tradicionalistas continua”). Mas “apesar desta agressiva ‘operação de recuperação’ bem conduzida e posta em ação pelas autoridades vaticanas, o exército tradicionalista de Mons. Lefebvre está longe de ser derrotado e de bater em retirada, como muitos o creem hoje” (Il Sabato, 8 de julho de 1989).

O Card. Ratzinger nos aponta um dos propósitos da operação em uma entrevista ao “Il Regno” (abril de 1994). Depois de reconhecer que “o fenômeno lefebvrista está em expansão...” e que “isto torna difícil uma ação no futuro” (pode ser uma excomunhão em bloco ou a criminalização sob o pretexto de fundamentalismo para nos entregar nas mãos da Nova Ordem Mundial), quer colocar uma cunha entre os que querem a liturgia tradicional e os que querem também o Reino social de Nostro Senhor Jesus Cristo (entendendo esta atitude como um endurecimento crescente dos responsáveis’). Este é o seu plano².

Portanto, preparemo-nos! Quando a Pseudo-Restauração estiver madura e sair adornada com todos os seus encantos – com a ajuda de forças de fora da Igreja –, teremos a oportunidade de ouvir repetir os eternos slogans dos traidores: “aceitemos, mais vale ceder um pouco do que perder tudo”, “Não devemos lutar para não sermos vencidos, devemos salvar o que pode ser salvo” etc. Essa não é a lógica da Fé, isso é sentimentalismo³. (Grifos do original. Ob. cit., pp. 5-7.)

(...)

Se os modernistas aperfeiçoam sua Pseudo-Restauração nesse sentido, teremos que prever o perigo que será para os tradicionalistas esta manobra, especialmente para aqueles que estão menos preparados, para aqueles que têm menos conhecimentos ou carecem por completo da doutrina da Realeza Social de Cristo e da história da Revolução.

Sem nos deixarmos enganar pelos combates de “retaguarda”, preparemo-nos para próximas “surpresas”, até porque a Pseudo-Restauração é desejada, dirigida e apoiada por forças externas à própria Igreja e que conhecem perfeitamente as regras de toda Revolução; não é apenas uma “história de padres”!

Mais uma vez, foi Mons. Lefebvre, o homem suscitado por Deus, nesta crise da Igreja, o prelado profetizado por Nossa Senhora do Bom Sucesso há três séculos, quem também havia previsto esta hipótese em 1987. Aqui está uma síntese do que respondeu ao Cardeal Ratzinger, em 14 de julho de 1987:

Eminência, mesmo se Vós nos concedeis um bispo, mesmo se nos concedeis certa autonomia em relação aos Bispos, mesmo se nos outorgasse toda a liturgia vigente até 1962 e nos permitisse continuar a obra dos seminários da Fraternidade tal como o fazemos atualmente, nós não poderíamos colaborar conVosco, é impossível, porque nós trabalhamos em direções diametralmente opostas: Vós trabalhais em prol da descristianização da sociedade, da pessoa humana e da Igreja, enquanto nossos esforços estão dirigidos para a cristianização; não podemos, portanto, nos entender. Para nós, N.S.J.C. representa tudo! É a nossa vida; a Igreja é N.S.J.C, é a sua Esposa Mística; o sacerdote é outro Cristo; sua Missa é o sacrifício de Jesus Cristo e o triunfo de Jesus Cristo através da Cruz. Em nossos seminários se aprende a amar a Cristo, e tudo é direcionado para o Reinado de Nosso Senhor Jesus Cristo. Isso é o que somos, e Vós vos dedicais a fazer o oposto. Vós acabais de me dizer que a sociedade não deve nem pode ser cristã, que isso seria ir contra a sua natureza. Vós acabais de tentar me demostrar que Nosso Senhor Jesus Cristo não pode reinar nas sociedades. Vós tende tentado demostrar que a consciência humana está livre de responsabilidade em relação a N.S.J.C., que se deve deixá-la em liberdade e conceder-lhe, usando vossas próprias palavras, um espaço autônomo: isso é a descristianização.
Pois bem, nós somos partidários da cristianização, não podemos, portanto, nos entender’. (Retiro sacerdotal dado em Ecône, 01/09/1987.)

Deus pôs inimizade entre a Mulher e a serpente (Gn. 3:15), o demônio vai sempre na direção oposta à vontade de Deus. Se o demônio tem logrado fazer-se respeitar por quase a totalidade do gênero humano, podemos pensar, com razão, que esses mesmos homens se tornaram inúteis para o serviço de Deus, “sicut inútiles facti sunt”, diz o Salmo. (Grifos do original. Ob. cit., pp. 72-73.)





1 Documentação sobre a Revolução na Igreja: a Pseudo-Restauração. Pe. Giulio Maria Tam, N. 4, 1993, Baixe aqui, em espanhol – NdTª.
2 Isto é: o plano do Cardeal Ratzinger, que hoje é o Papa Bento XVI. Teria mudado sua visão das coisas e suas diretrizes? – NdTª.
3 Alguma semelhança com os slogans dos atuais “acordistas”? Seria mera coincidência? – NdTª.

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