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domingo, 23 de setembro de 2012

A colaboração entre católicos, comunistas e modernistas é impossível

Mons. Antônio de Castro Mayer, Bispo de Campos, publicou uma Carta Pastoral sobre "A insídia da seita comunista". Ela é atual ainda hoje e pode ser aplicada analogicamente à seita modernista. É isto o que procuraremos fazer no presente artigo.

A INSÍDIA DO NEOCOMUNISMO E DO NEOMODERNISMO


A colaboração entre católicos, comunistas
e modernistas é impossível

D. CURZIO NITOGLIA

30 de maio de 2011



A armadilha comunista:
luta contra a miséria e a injustiça

Don Curzio Nitoglia
O que aconteceu em Cuba durante a revolução castrista contra Batista, na qual colaboraram também numerosos católicos ainda que com finalidade diversa, é um exemplo típico do resultado a que leva a colaboração com os comunistas. Estes, de fato, não desdenham a colaboração dos católicos. Mais, solicitam-na (v. Gramsci e Bloch), provocam-na também, colocando em evidência miséria e injustiças que possam suscitar a indignação e a reação dos espíritos retos. E, infelizmente, frequentemente obtêm a colaboração desejada. Habituados a agir de boa-fé, os católicos tendem muitas vezes a julgar impossível, com respeito a considerações humanitárias, que qualquer uma possa esconder um fim perverso. Acabam assim por impregnar-se não do movimento comunista, mas da luta a favor dos infelizes, dos oprimidos e dos sofredores. E trabalham unidos católicos e comunistas certos, os primeiros, de que os outros, como eles, desejam sinceramente curar a sociedade das pragas que a infectam; mas mais certos, os segundos, de que a agitação humanitária oferecerá a eles o ambiente ideal para a extensão de seu poder.

Chamado modernista atual:
retorno à "Tradição"

Assim, o modernismo em aparência moderadamente progressista ("hermenêutica da continuidade"), que jamais ocupou o ápice do ambiente católico e eclesial, pede aos católicos fiéis à Tradição que ajam unidos a eles para vencer o materialismo, o ateísmo e as forças paroxísticas do modernismo radical ("Hermenêutica da ruptura", 22 de dezembro de 2005). Alguns católicos de boa-fé se deixam convencer da continuidade (que ao invés é verbal, mas não real) e, agindo junto com os modernistas, realmente progressistas, ainda que aparentemente moderados, acabam por se tornar alimentos deles, assim como "o peixe menor é devorado pelo maior". Pois a agitação filantrópico-humanitária, mascarada de conservadorismo religioso, oferecerá aos modernistas, para os quais "o fim justifica os meios" (Maquiavel), o ambiente ideal para a extensão de seu poder, por silenciarem a voz do "grilo falante" representado pelos católicos fiéis.

Falsidade do humanismo comunista
e do imanentismo modernista

Os comunistas, de fato, não desejam a reparação dos males e das injustiças sociais. O regime que exaltam é a mais terrível das tiranias, elevada a sistema de governo. Desejam produzir um ambiente de luta, de exacerbação contra toda e qualquer ordem. O seu fim imediato consiste em provocar a inquietude social, a desunião dos espíritos. Não os perturba, de nenhum modo, a violação da lei moral. Para eles não há lei moral [1]. Sobretudo, para eles é útil suscitar e manter a luta de classe, luta de extermínio, sem nenhuma tentativa de conciliação harmoniosa, como exigido pela Igreja. Na verdade, na História do Partido Comunista da URSS, publicação soviética oficial, lê-se: "Para não errar em política, é necessário ser um revolucionário. [...] é necessário levar adiante uma política proletária intransigente, de classe, e não uma política reformista de harmonia entre os interesses do proletariado e os interesses da burguesia, não uma política de conciliação, de 'integração' do capitalismo no socialismo" [2]. Na encíclica Divini Redemptoris, por sua vez, Pio XI indica que o ideal a que visam os esforços dos marxistas consiste em exarcebar a luta de classes [3].
Assim também, o modernismo aparentemente restaurador ("hermenêutica da continuidade" nas palavras, mas não nos fatos) não quer "restaurar tudo em Cristo" (São Pio X), não quer realmente retornar à Tradição apostólica, mas procura sutilmente eliminar os últimos focos da resistência com a tática dos "opostos extremismos": modernismo radical e tradicionalismo antimodernista, para alcançar a evolução constante e permanente do dogma através da coincidentia oppositorum.

A "seita secreta" comunista e a modernista
escondem do grande público a sua
verdadeira doutrina

Hoje a propaganda dos comunistas não apresenta ao grande público, de modo claro e óbvio, nem a doutrina nem os objetivos. Ela o fez no início, mas de súbito percebeu que assim afastava o povo do marxismo [4], de tão bestial que ele é em sua essência. Portanto, a seita mudou de tática e procura atrair multidões com vários enganos, escondendo os próprios projetos atrás de ideias que em si são boas e atraentes [5]. Assim, os comunistas, sem renunciar a nenhum ponto dos seus princípios perversos, convidam os católicos a colaborar com eles no campo dito humanitário e caritativo, propondo às vezes coisas de todo conformes ao espírito cristão e à doutrina da Igreja [6].
Da mesma forma, a propaganda da hermenêutica da continuidade se baseia no mais puro e científico modernismo, qualificado por São Pio X de "clandestinum foedus" ou seita secreta (Sacrotum Antistitum, 1º setembro de 1910), não trabalha claramente pela mudança da doutrina tradicional, mas o faz secretamente, ocultando-se atrás de palavras de "continuidade com a Tradição", que são divergentes da realidade dos fatos, para confundir as ideias dos católicos que realmente querem o retorno à Tradição. Para dar um exemplo: o "motu proprio" Summorum Pontificum, de 7 de julho de 2007, que declarou que a Missa tradiconal não fora ab-rogada e não podia sê-lo, suscitou inicialmente muitas esperanças, que foram frustradas pelo Decreto de 13 de maio de 2011 sobre a reta aplicação do "motu proprio" de 2007, na medida em que declarou que só podem celebrar livremente a Missa tradicional aqueles que não opuserem objeções à ortodoxia do Novus Ordo Missae, objeções que foram feitas em 1969 pelos Cardeais Alfredo Ottaviani e Antonio Bacci na "Carta de apresentação" a Paulo VI do "Breve exame crítico do Novus Ordo Missae", os quais ainda estão aguardando uma resposta, como recordava ainda há poucos anos o Cardeal Alfonso Maria Stickel.

Colaborar com a campanha da seita marxista e da modernista
significa fazer o jogo lógico delas

Isso mostra que toda colaboração dada a uma campanha em que se empenham também os comunistas – e ainda quando não se apresentam como tais – é uma colaboração que se dá para a instauração do marxismo. O exemplo doloroso de Cuba no-lo ensina, e a simples observação do modo de agir da seita nos convence. É necessário distinguir, a este respeito, entre mútua colaboração e ocasional convergência de esforços. É colaboração quando católicos e comunistas, trabalhando pelo mesmo objetivo imediato, se ajudam uns aos outros, ou, ao menos, escondem temporariamente o antagonismo de fundo e recíproco em que se encontram. A colaboração sempre redunda em vantagem para os marxistas. Pode acontecer, todavia, que os católicos iniciem determinada campanha, e que, fortuitamente ou insidiosamente, os comunistas também se movam na mesma direção. Pode dar-se, porém, como veremos depois, uma ocasional convergência de esforços, que só poderá não redundar em vantagem para os comunistas se os católicos se recusarem a acordar qualquer ação conjunta com eles, ou a concluir com o comunismo um armistício, ainda que temporário. Os sequazes de Marx trabalharão sempre e apenas em favor de sua causa. Se há um movimento totalitário no mundo, no qual não se desperdice força alguma, no qual tudo, absolutamente tudo, é calculado em função do fim que se tem em vista, é o comunista. Assim, onde quer que haja uma ação dos comunistas, haverá um interesse do comunismo, e é pueril tentar desviar-lhes a atividade, dado que um comunista, enquanto permanece tal, nunca abandona o seu posto de batalha.
O mesmo vale quanto ao modernismo: tem-se colaboração quando católicos e modernistas, trabalhando pelo mesmo objetivo imediato (aparente retorno à Tradição), se ajudam uns aos outros, ou, ao menos, escondem temporariamente o antagonismo de fundo ("o Concílio Vaticano II à luz da Tradição") e recíproco em que se encontram. A colaboração redunda sempre em vantagem para os modernistas. De modo contrário, pode acontecer, todavia, que os católicos iniciem determinada campanha (a favor da restauração da Missa Tradicional), e que, fortuitamente ou insidiosamente, também os modernistas se movam no mesmo sentido ("indulto" de 1984 e "motu proprio" de 2007). Se, porém, se der uma ocasional convergência de esforços, esta só poderá não redundar em vantagem para os modernistas se os católicos se recusarem a acordar qualquer ação com eles, ou a concluir com o modernismo um armistício, ainda que temporário.
Pio XI condenou qualquer colaboração com o marxismo (Divini Redemptoris, 19 de março de 1937), e o mesmo vale com respeito ao modernismo, "cloaca que recolhe todas as heresias" (São Pio X, Pascendi, 8 de setembro de 1907).

Também quando se propõem programas
conformes à doutrina católica tradicional

"Quando [os comunistas] também propõem coisas em tudo conformes ao espírito cristão e à doutrina da Igeja", também nestes casos "não se pode admitir em nenhum campo a colaboração com eles [o comunismo]" [7]. A proibição de Pio XI é categórica, e não admite exceção: é necessário que não haja colaboração recíproca em nada – "nulla in re" – com esta seita execrável. E a razão é que, quando os comunistas atraem com lisonjas os católicos ao seu modo, isto é, com "coisas em tudo conformes ao espírito cristão e à doutrina da Igreja", não fazem senão preparar uma armadilha, como disse o Papa: procuram atrair multidões com vários enganos, escondendo os próprios projetos atrás de ideias que em si são boas e atraentes! [8]. De todo este ensinamento de Pio XI se deduz que os fiéis que se unem aos comunistas, para alcançar objetivos "completamente conformes ao espírito cristão e a doutrina da Igreja", caem em uma emboscada e colaboram para a instauração do comunismo no mundo. É o que fizeram João XXIII e De Gasperi com a abertura da "Democracia Cristã" à esquerda.
Diga-se o mesmo com respeito ao modernismo: quando os modernistas atraem com lisonjas os católicos ao seu modo, ou seja, com "coisas em tudo conformes ao espírito cristão [tradicional] e à doutrina da Igreja", não fazem senão preparar uma armadilha, porque, como disse o Papa, "procuram atrair multidões com vários enganos, escondendo os próprios projetos atrás de ideias que em si são boas e atraentes!". Portanto, os fiéis que se unem aos modernistas, para alcançar objetivos "completamente conformes ao espírito cristão e à doutrina da Igreja", caem em uma emboscada e colaboram para a instauração do modernismo no mundo. Assim foi com o "o Concílio à luz da Tradição" em 1979, com o "Indulto" de 1984, e a mesma coisa se vem verificando explícita e abertamente desde maio de 2011 com o "motu proprio" de 2007, que, conquanto entre muitas reservas, podia suscitar alguma esperança, mas não ilusões. Diga-se o mesmo com respeito à hermenêutica da continuidade, que apresenta tão somente de palavra o Vaticano II em continuidade doutrinal com a Tradição Apostólica.

Conclusão

Mons. Brunero Gherardini publicou um livro interessantíssimo intitulado Quaecumque dixero Vobis. Palavra de Deus e Tradição em comparação com a história e a teologia [Torino, Lindau 2011) [9].
A "razão de ser" deste livro é fundamental e atualíssima quanto à crise que aflige ainda hoje o ambiente católico. O Autor desde o início do livro põe a questão de se há continuidade real entre o Vaticano II e a Tradição Apostólica e responde dizendo que "uma simples asserção afirmativa [de continuidade] não tem em si valor apodíctico. Não basta afirmar, deve-se demonstrar, e isto o próprio Vaticano II negligencia" (Quaecumque..., p. 7). Em seguida, o autor se pergunta se as recentes "revisões [da hermenêutica da continuidade afirmada mas não demonstrada] portam o sinal de uma operação política [similar à da seita comunista sobre a qual escrevia em 1961 Mons. Antônio de Castro Mayer] devido à falta de apoio doutrinário [...], porque à afirmação não corresponde a prova" (ibid., p. 8). O Autor se propõe a resolver o problema e afirma que o caminho a seguir no tratamento desta questão é determinar se os 16 documentos conciliares são teologicamente fiéis in verbis et in factis à "divina Revelação, que se encontra em sua fonte escrita e em sua fonte não escrita" (ibid., p. 9). Ele cita os vários discursos feitos por Ratzinger teólogo, bispo, cardeal e Papa sobre a continuidade entre o Vaticano II e a Tradição, a qual é o fio condutor de seu pensamento teológico: segundo ele, "defender hoje a verdadeira Tradição da Igreja significa defender o Concílio [Vaticano II]" [10], e ainda: "a defesa da Tradição é a defesa do Concílio" [11]. O seu intento de sempre (em 1960 como em 2011) é "promover o Vaticano II" (ibid., p. 11). "Palavra clara – comenta Gherardini – para exprimir um pensamento tão claro: se queres professar a secular Fé da Igreja, deves professar, ou basta que professes, a Fé do Vaticano II" (ibid., p. 19). Gherardini continua: "Nenhum Papa jamais falou tão frequentemente e tão insistentemente de Tradição como o teólogo, bispo, cardeal e Papa Joseph Ratzinger" (idem). Porém a questão é saber que coisa entende por "Tradição" Ratzinger. Na verdade, também Hegel fala sempre de Deus, mas o seu não é o Deus pessoal e transcendente, e sim o Pensamento Absoluto e imanente ao homem. Trata-se, porventura, da Tradição Apostólica, da Fé e da doutrina de sempre? (ibid., p. 23). Em sua exposição, Gherardini demonstra claramente que Ratzinger repudia não só o "radicalismo" de quem quer correr muito e corre o risco de perder a máscara que serve para promover o Vaticano II, mostrando – em vez de esconder – que ele está em ruptura com a Tradição Apostólica e por isso é inaceitável. Ele rejeita também o "catolicismo integral", definido como "só aparentemente católico, [e que ao contrário] na realidade desnatura de modo o mais profundo as posições rigorosamente católicas" [12].
A conclusão a que chega, então, Gherardini é que se fala de dois conceitos diversos de Tradição: para Ratzinger a Tradição é o Vaticano II e vice-versa; ele o afirma, não o demonstra, é uma petição de princípio, como um cão que morde o próprio rabo. Para a doutrina católica a Tradição é o que Jesus ou o Espírito Santo ensinaram aos Apóstolos e estes aos primeiros Padres apostólicos e eclesiásticos, que a transmitiram, substancialmente inalterada, até nós. Vejamo-lo juntos:
Mons. Gherardini resume e escreve: "Trata-se de duas doutrinas que, ainda que deem a impressão de se encontrarem [...], percorrem caminhos diferentes e se tornam duas doutrinas diferentes. [...]. Depois, há [no Vaticano II] aquele nível que apresenta não poucas inovações, doutrinais ou não, que nenhum jogo de palavras é capaz de reconduzir à Tradição divina, divino-apostólica" (ibid., pp. 188-189). Em seguida o velho teólogo confessa: "É-me difícil de fato compreender como nunca não se viu que" se degrada "o branco em negro; e como a evidência de caminhos tortos e de não poucas armadilhas rende cada vez mais enviando e acelerando o passo para o perigo mortal?" (ibid., pp. 190-191). É evidente a referência aos "leitores do Vaticano II à luz da Tradição", em continuidade e não em ruptura com esta. O que é evidente para quem não quer negar a evidência torna-se opinável e discutível para quem quer dialogar a respeito do amargo fim e ler à luz da Tradição o que ao invés a subverte. O que não se quer fazer é "uma mudança de rota" real e substancial, e querem contentar-se com a simples e "superficial declaração" da hermenêutica da continuidade (ibid., p. 191), que se tornou um lugar-comum tão gritado quanto não provado. Então Mons. Gherardini nos convida sabiamente a "não fechar os olhos para convencer-nos de que a Tradição está contida inteiramente nos documentos do último Concílio", mas a abri-los "para ver onde nele a continuidade se interrompe e em que direção vão os seus próprios passos, para a recuperação do 'quod semper, quod ubique, quod ab omnibus creditum est'" (ibid., p. 192).
Atenção! A insídia da seita secreta modernista é verdadeiramente semelhante à da seita comunista. Para evitá-la, devemos pedir a Deus tenhamos ideias bem claras e força de vontade para não ceder diante do labor certaminis e do orror difficultatis. Na verdade, após cinquenta anos de luta contra um inimigo ardiloso, astuto, insidioso e oculto, corre-se o risco de deixar-se levar e de ceder à tentação: "haec omnia tibi dabo, si cadens adoraveris me".
Ab insidiis diaboli, libera nos Domine! Infelizmente "o estúpido é o cavalo do diabo". O problema maior se dá quando o estúpido é tomado por raposa e tem o fim do frango. Em 1979 ("Concílio à luz da Tradição", que convida ao diálogo); em 1984 ("indulto" doloso); em 2005 ("Hermenêutica da continuidade", que reconvida ao diálogo); em 2007-2011 o "motu proprio" que traz de volta o "indulto doloso" – nada disso lhes ensinou nada: eles continuam a querer conciliar o inconciliável, a apertar a mão estendida, e como "o burro cinza" de Carducci a seguir "todo barulho indigno de um olhar e a tentar séria e lentamente assim continuar". 


Tradução: Gederson Falcometa

___________________
Notas

(1) PIO XI, Divini Redemptoris, 19-3-1937.
(2) G. Stalin, Storia del Partito Comunista dell'Urss, Edizioni Servire il popolo, Milano 1970, pp. 119-201.
(3) Cf. Pio XI, Ibidem.
(4) Pio XI, Ibidem.
(5) Pio XI, Ibidem
(6) Pio XI, Ibidem.
(7) Pio XI, Ibidem.
(8) Pio XI, Ibidem.
[9] 203 pagine, 18 euro, <www.lindau.it>, Corso Re Umberto, n° 37; 10128-Torino.
[10] J-Ratzinger/V. Messori, Rapporto sulla Fede, Milano, San Paolo, 1985, p. 32.
[11] J-Ratzinger/V. Messori, Rapporto sulla Fede, cit., p. 41.
[12] J-Ratzinger, Les principes de la théologie catholique, Parigi, Téqui, 1985, p. 421.
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