Pesquisar este blog

Novidades!!!

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

FÉ & DOGMAS: Fora da Igreja não há salvação

O Bom combate da Fé!



"Lançai fora a ímpia e funesta opinião de que,  
em qualquer religião,
é possível chegar ao caminho  
da salvação eterna".


Papa Pio IX


domingo, 30 de agosto de 2009

O filho Prodigo

Especialmente para Ana Carolina.

11. Disse também: Um homem tinha dois filhos.
12. O mais moço disse a seu pai: Meu pai, dá-me a parte da herança que me toca. O pai então repartiu entre eles os haveres.
13. Poucos dias depois, ajuntando tudo o que lhe pertencia, partiu o filho mais moço para um país muito distante, e lá dissipou a sua fortuna, vivendo dissolutamente.
14. Depois de ter esbanjado tudo, sobreveio àquela região uma grande fome e ele começou a passar penúria.
15. Foi pôr-se ao serviço de um dos habitantes daquela região, que o mandou para os seus campos guardar os porcos.
16. Desejava ele fartar-se das vagens que os porcos comiam, mas ninguém lhas dava.
17. Entrou então em si e refletiu: Quantos empregados há na casa de meu pai que têm pão em abundância... e eu, aqui, estou a morrer de fome!
18. Levantar-me-ei e irei a meu pai, e dir-lhe-ei: Meu pai, pequei contra o céu e contra ti;
19. já não sou digno de ser chamado teu filho. Trata-me como a um dos teus empregados.
20. Levantou-se, pois, e foi ter com seu pai. Estava ainda longe, quando seu pai o viu e, movido de compaixão, correu-lhe ao encontro, lançou-se-lhe ao pescoço e o beijou.
21. O filho lhe disse, então: Meu pai, pequei contra o céu e contra ti; já não sou digno de ser chamado teu filho.
22. Mas o pai falou aos servos: Trazei-me depressa a melhor veste e vesti-lha, e ponde-lhe um anel no dedo e calçado nos pés.
23. Trazei também um novilho gordo e matai-o; comamos e façamos uma festa.
24. Este meu filho estava morto, e reviveu; tinha se perdido, e foi achado. E começaram a festa.
25. O filho mais velho estava no campo. Ao voltar e aproximar-se da casa, ouviu a música e as danças.
26. Chamou um servo e perguntou-lhe o que havia.
27. Ele lhe explicou: Voltou teu irmão. E teu pai mandou matar um novilho gordo, porque o reencontrou são e salvo.
28. Encolerizou-se ele e não queria entrar, mas seu pai saiu e insistiu com ele.
29. Ele, então, respondeu ao pai: Há tantos anos que te sirvo, sem jamais transgredir ordem alguma tua, e nunca me deste um cabrito para festejar com os meus amigos.
30. E agora, que voltou este teu filho, que gastou os teus bens com as meretrizes, logo lhe mandaste matar um novilho gordo!
31. Explicou-lhe o pai: Filho, tu estás sempre comigo, e tudo o que é meu é teu.
32. Convinha, porém, fazermos festa, pois este teu irmão estava morto, e reviveu; tinha se perdido, e foi achado.
(São Lucas, 15, 11-32)
 



Bom, não são poucos os que contestam esta parábola, aparentemente tão injusta e incompreensível ao humano coração.

Para entendê-la, devemos ir ao largo de nosso mundinho egoísta e sobretudo encontrar nosso lugar nesta história.

Em primeiro lugar, cabe aqui perguntar-mos: quem é o filho pródigo? quem é o filho mais velho? Quem é o pai? Onde acontecem os fatos?


  • O "filho pródigo" somos todo nós. 
  • O "filho mais velho" é o outro. É aquele que faz a vontade de Deus, mas anota tudo na ponta do lápis.
  • O "pai" é Deus, nosso Senhor.
  • Os fatos acontecem aqui, em nosso dia-a-dia, quando tomamos decisões que nos afastam da casa do pai e nos levam para o mundo; é dentro, também, de nossa consciência e nosso intelecto.

E, ainda, precisamos refletir sobre: a partida, a vida pecaminosa, a consciência do pecado, a decisão do retorno, o retorno, a acolhida, a celebração, a explicação.

A partida: 

O filho exige do pai o que seria um dia seu quinhão. Surpreendentemente, o pai dá. Mesmo sabendo em seu coração que o jovem filho, ainda inexperiente e cheio da arrogância própria da juventude que ainda não viveu o mundo, não saberia como administrar tão rico tesouro. Em sua generosidade e amor, o pai se arrisca e oferece ao filho a liberdade de decidir por si próprio, de "curtir" a vida, sem responsabilidades, sem preocupações.

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

LEFEBVRE: "Estão mudando nossa religião"

Carta Aberta aos Católicos Perplexos:

"Estão mudando nossa religião"

 

Preciso dissipar logo de início um mal-entendido, de maneira a não ter mais que retornar ao assunto: eu não sou um chefe de movimento, muito menos o chefe de uma Igreja particular. Não sou, como não cessam de escrever, “o chefe dos tradicionalistas”.

Chegou-se a qualificar certas pessoas de “lefevristas” como se se tratasse de um partido ou de uma escola. É um abuso de linguagem.

Não tenho doutrina pessoal em matéria religiosa. Eu me ative toda a minha vida ao que me foi ensinado nos bancos do seminário francês de Roma, a saber, a doutrina católica segundo a transmissão que dela fez o magistério de século em século, desde a morte do último apóstolo, que marca o fim da Revelação.

Não deveria haver nisso um alimento próprio a satisfazer o apetite do sensacional que experimentam os jornalistas e através deles a opinião pública atual. No entanto, toda a França ficou em alvoroço no dia 29 de agosto de 1976 ao saber que eu ia rezar missa em Lille. Que haveria de extraordinário no fato de um bispo celebrar o Santo Sacrifício? Tive de pregar diante de uma platéia de microfones e cada um de meus ditos era saudado como uma declaração retumbante. Mas que dizia eu a mais do que poderia dizer qualquer outro bispo? Ah, eis aí a chave do enigma: os outros bispos, desde um certo número de anos, não diziam mais as mesmas coisas. Ouviste-os freqüentemente falar do reinado social de Nosso Senhor Jesus Cristo, por exemplo?

Minha aventura pessoal não cessa de me surpreender: estes bispos, na sua maioria, foram meus condiscípulos em Roma, formados do mesmo modo. E eis que repentinamente eu me encontrava inteiramente só. Eles tinham mudado, renunciavam ao que tinham aprendido. Eu, que nada tinha inventado, continuava o mesmo. O cardeal Garrone chegou a dizer-me num dia: “Enganaram-nos, no seminário francês de Roma.” Enganaram-nos em quê? Não havia ele, antes do concílio, feito as crianças de seu catecismo recitar milhares de vezes, o ato de fé: “Meu Deus, eu creio firmemente em todas as verdades que revelastes e que nos ensinais por meio de Vossa Igreja, porque Vós não podeis nem Vos enganar nem nos enganar”?

Como todos estes bispos puderam metamorfosear-se desta maneira? Vejo uma explicação no seguinte: eles permaneceram na França, deixaram-se infectar lentamente. Na África eu estava protegido. Regressei justamente no ano do concílio; o mal já estava feito. O Vaticano II não fez mais do que abrir as comportas que retinham a onda destruidora.

Num abrir e fechar de olhos, antes mesmo do encerramento da quarta sessão, sucedia a derrocada. Tudo ou quase tudo ia ser levado de roldão e, para começar, a prece.

O cristão, que tem o sentido e o respeito de Deus, fica chocado pela maneira como o fazem rezar hoje em dia. Qualificaram-se de “repetições enfadonhas” as fórmulas aprendidas de cor, não mais as ensinam às crianças, elas não figuram nos catecismos, à exceção do Padre-Nosso, numa nova versão de inspiração protestante que obriga ao tratamento por tu. Tratar a Deus por tu de um modo sistemático não é sinal de uma grande reverência e não salienta o gênio de nossa língua que nos oferece um tratamento diferente, conforme nos dirigimos a um superior, a um parente, a um companheiro. Neste mesmo Padre-Nosso pós-conciliar, pede-se a Deus que não nos “submeta à tentação”, expressão pelo menos equívoca, ao passo que nossa tradução francesa tradicional constitui um aperfeiçoamento em relação à fórmula latina calcada bastante e inabilmente no hebraico. Que progresso houve aí? O tratamento por tu invadiu o conjunto da liturgia vernácula; o novo missal dos domingos o emprega dum modo exclusivo e obrigatório, sem que se vejam as razões de uma tal mudança tão contrária aos costumes e à cultura franceses.

Fizeram-se testes nas escolas católicas com crianças de doze e treze anos. Só alguns sabiam de cor o Padre-Nosso, em francês, naturalmente, outros poucos a sua Ave Maria. Com cerca de uma ou duas exceções, estas crianças ignoravam o Símbolo dos Apóstolos, o “Eu pecador”, os atos de fé, de esperança, de caridade e de contrição, o “Angelus”, o “Lembrai-vos”... Como conheceriam tudo isto, uma vez que a maior parte nem mesmo jamais ouviu falar deles? A oração deve ser “espontânea”; é preciso falar a Deus sem preparação, diz-se agora, e se desdenha a maravilhosa pedagogia da Igreja que cinzelou todas estas preces às quais os maiores santos recorreram.

Quem encoraja ainda os cristãos a fazer a oração da manhã e da noite em família, a recitar o “Benedicite” e as “Graças”? Soube que em numerosas escolas católicas não se quer mais rezar no início das aulas tomando como pretexto que existem alunos não crentes ou pertencentes a outras religiões e que não se deve chocar sua consciência nem ostentar sentimentos triunfalistas. Dão-se congratulações por acolher nestas escolas uma grande maioria de não-católicos e mesmo de não-cristãos e por nada fazer para conduzi-los a Deus. Os alunos católicos, estes, devem ocultar sua fé sob o pretexto de respeitar as opiniões de seus colegas.

A genuflexão não é mais praticada a não ser por um número restrito de fiéis; foi substituída por uma inclinação de cabeça ou, às mais das vezes, por absolutamente nada. Entra-se numa igreja e senta-se. A mobília foi trocada, os genuflexórios transformados em lenha, em muitos lugares se colocaram poltronas idênticas às das salas de espetáculo, o que permite de resto, instalar mais confortavelmente o público, enquanto que as igrejas são utilizadas para concertos. Citou-se-me o caso duma capela do Santíssimo Sacramento, numa grande paróquia parisiense, onde um certo número de pessoas, que trabalhavam nos arredores, vinha fazer uma visita na hora do almoço. Um dia ela foi fechada por causa de trabalhos; quando reabriu suas portas, os genuflexórios tinham desaparecido, sobre uma moqueta confortável haviam disposto bancos estofados e muito fofos de um preço certamente elevado e comparáveis aos que se podem encontrar no vestíbulo das grandes sociedades ou das companhias aéreas. O comportamento dos fiéis mudou logo; uns se punham de joelhos sobre a moqueta, mas a maior parte se instalava comodamente e meditava de pernas cruzadas diante do tabernáculo. Havia certamente no espírito do clero desta paróquia uma intenção; não se fazem arranjos custosos sem refletir no que se pratica. Verifica-se uma vontade de modificar as relações do homem com Deus no sentido da familiaridade, da desenvoltura, como se se tratasse com Ele de igual para igual. Como se persuadir, se se suprimem os gestos que materializam a “virtude de religião”, de que se está na presença do Criador e do Soberano Senhor de todas as coisas? Não se corre também o risco de diminuir o sentimento de Sua Presença real no tabernáculo?

Os católicos estão outrossim desorientados pela idéia preconcebida de banalidade e mesmo de vulgaridade que se lhes impõe nos lugares de culto, dum modo sistemático. Taxou-se de triunfalismo tudo o que concorria para a beleza dos edifícios e para o esplendor das cerimônias. A decoração deve aproximar-se do cenário quotidiano, do “vivido”. Nos séculos de fé se oferecia a Deus o que se possuía de mais precioso; é na igreja da vila que se podia ver o que justamente não pertencia ao universo quotidiano: peças de ourivesaria, obras de arte, tecidos finos, rendas, bordados, estátuas da Santíssima Virgem coroada de jóias. Os cristãos faziam sacrifícios financeiros para honrar o Altíssimo com o que tinham de melhor. Tudo isto concorria para a oração, ajudava a alma a elevar-se; é um proceder natural ao homem: quando os reis magos se dirigiram ao pobre presépio de Belém, eles levaram ouro, mirra e incenso. Brutalizam-se os católicos fazendo-os rezar numa ambiência trivial, em “salas polivalentes” que não se distinguem de nenhum outro lugar público, ficando às vezes mesmo aquém deste. Aqui e ali, abandona-se uma magnífica igreja gótica ou românica para construir ao lado uma espécie de hangar despojado e triste, ou então se organizam “eucaristias domésticas” em salas de refeição e até em cozinhas. Falou-se-me de uma destas, celebrada na residência de um defunto na presença de sua família e de seus amigos; após a cerimônia, tirou-se o cálice e, sobre a mesma mesa, coberta com a mesma toalha, se preparou uma refeição. Durante este tempo, a algumas centenas de metros, os pássaros estavam sós a cantar os louvores do Senhor, em torno da igreja do século XIII ornada de vitrais magníficos. Aqueles dentre vós, leitores, que conheceram o anteguerra, se recordam certamente do fervor das procissões de Corpus-Christi, com os múltiplos altares, os cantos, os turíbulos, o ostensório resplandecente levado pelo sacerdote à luz do sol, debaixo do pálio bordado a ouro, os estandartes, as flores, as campainhas. O sentido de adoração nascia na alma das crianças e nela se incrustava para toda a vida. Este aspecto primordial da oração parece muito negligenciado. Falar-se-á ainda da evolução necessária, dos novos hábitos de vida? Os embaraços do trânsito de veículos não impedem as manifestações de rua, os que delas participam não experimentam nenhum respeito humano para exprimir suas opiniões políticas ou suas reivindicações justas ou não. Por que somente Deus seria posto de lado? Por quê apenas os cristãos deveriam abster-se de render-Lhe o culto público que Lhe é devido?

O desaparecimento quase total na França das procissões não tem por origem uma desafeição dos fiéis. Ele foi prescrito pela nova pastoral que, não obstante, avança sem cessar a pesquisa duma “participação ativa do Povo de Deus”. Em 1969 um pároco de Oise era destituído por seu bispo depois de ter recebido a proibição de organizar a procissão tradicional de Corpus Christi; mesmo assim a procissão se realizou e atraiu duas vezes mais pessoas do que a vila possuía de habitantes. Dir-se-á que a nova pastoral, aliás em contradição neste ponto, com a Constituição conciliar sobre a Santa Liturgia, se afina com as aspirações profundas dos cristãos que se mantêm apegados a tais formas de piedade?

Em troca, o que se lhes propõe? Pouca coisa, pois o serviço do culto se reduziu rapidamente. Os padres não celebram mais o Santo Sacrifício todos os dias, e concelebram o resto do tempo, o número das missas diminuiu em grandes proporções. No campo é praticamente impossível assistir à missa durante a semana; no domingo é necessário tomar uma condução para se dirigir à localidade à qual cabe a vez de receber o sacerdote do “setor”. Numerosas igrejas da França foram definitivamente fechadas, outras não se entreabrem senão algumas vezes por ano. Como a isto se acrescentava a crise de vocações, ou antes a crise do acolhimento que lhes é dado, a prática religiosa se tornou mais difícil de ano para ano. As grandes cidades são, em geral, melhor servidas, mas na maior parte do tempo é impossível comungar, por exemplo nas primeiras sextas-feiras ou nos primeiros sábados do mês. Não se deve mais pensar, naturalmente, em missa diária; em muitas paróquias citadinas elas se celebram por encomenda, para um grupo determinado em hora combinada com ele e de tal sorte que o transeunte ao entrar casualmente se sente estranho a uma celebração recheada de alusões às atividades e à vida do grupo. Lançou-se o descrédito sobre o que se chamou de celebrações individuais em oposição às celebrações comunitárias; na realidade, a comunidade se fragmentou em pequenas células; não é raro verem-se sacerdotes celebrar em casa de um cristão comprometido em atividades de ação católica ou em outras, na presença de alguns militantes. Ou então o horário do domingo de manhã se encontra repartido entre as diferentes comunidades lingüísticas: missa portuguesa, missa francesa, missa espanhola... Numa época onde as viagens ao estrangeiro se multiplicaram, os católicos são levados a assistir a missas nas quais eles não compreendem uma palavra sequer, e isto ainda que se lhes faça entender que não é possível rezar sem “participar”. Como fariam eles?

Não mais missas ou então muito poucas, não mais procissões, não mais visitas ao Santíssimo Sacramento, não mais vésperas... A oração em comum foi reduzida à sua expressão mais simples. Mas quando o fiel superou as dificuldades de horários e de deslocamentos, que encontra ele para matar sua sede espiritual? Falarei mais adiante da liturgia e das graves alterações que ela sofre, mantenhamo-nos por agora mais no exterior das coisas, nas formas desta oração comum. Muito freqüentemente o clima das “celebrações” choca o senso religioso dos católicos. É a intrusão dos ritmos profanos com todas as espécies de instrumentos de percussão, a guitarra, o saxofone. Um músico responsável pela música sagrada numa diocese do norte da França escrevia, apoiado por numerosas personalidades eminentes do mundo musical: “A despeito das apelações correntes, a música destes cantos não é moderna: este estilo musical não é novo, mas se praticava em lugares e ambientes muito profanos (cabarés, “music-hall”, freqüentemente por danças mais ou menos lascivas expressas ridiculamente com nomes estrangeiros)... foi-se levado ao balanceio, ou “swing”: todos têm o desejo de se agitar. Eis aí uma “expressão corporal” certamente estranha à nossa cultura ocidental, pouco favorável ao recolhimento e cujas origens são turvas... Na maior parte do tempo nossas assembléias, que já experimentam tanta aflição por não se igualarem aos negros e aos cambaios numa medida de 6/8, não respeitam o ritmo exato, e a bateria falha: então não se tem mais o desejo de se agitar, mas o ritmo se torna informe e faz acentuar ainda mais a pobreza habitual da linha melódica.”

Como fica a oração nisto tudo? Felizmente parece que em mais de um lugar se voltou a costumes menos bárbaros. Então se é submetido, se se quer cantar, às produções dos organismos oficiais especializados na música de igreja, pois não é questão de utilizar a maravilhosa herança dos séculos passados. As melodias habituais, sempre as mesmas, são de uma inspiração muito medíocre. Os trechos mais elaborados, executados por corais, se ressentem da influência profana, excitam mais a sensibilidade do que penetram na alma, como faz o cantochão; as palavras inventadas de todas as peças com um vocabulário novo, como se um dilúvio tivesse destruído, há uma vintena de anos, todos os antifonários nos quais, mesmo querendo fazer coisa nova, se se poderia ter inspirado, adotam o estilo do momento e logo saem da moda, não são mais compreensíveis depois de um espaço de tempo muito curto. Inumeráveis discos destinados à “animação” das paróquias difundem paráfrases de salmos, que se têm aliás como tais e que suplantam o texto sagrado de inspiração divina. Por que não cantar os próprios salmos?

Apareceu uma novidade há pouco tempo: cartazes afixados na entrada das igrejas diziam: “Para louvar a Deus, batei palmas.” Então, no decurso da celebração, a um sinal do animador, os assistentes levantam os braços acima da cabeça e batem palmas em cadência, com entusiasmo, produzindo um estrépito insólito no recinto do santuário. Este gênero de inovação, sem ligações com nossos hábitos mesmo profanos, que tenta implantar um gesto artificial na liturgia, sem dúvida não terá futuro; ele contribui não obstante, para desencorajar os católicos e aumenta a sua perplexidade. Poderíamos abster-nos de freqüentar as “Gospel Nights”, mas que fazer quando estas práticas desoladoras se apoderam das raras missas de domingo?

A pastoral de conjunto, segundo o termo adotado, constrange o fiel a gestos novos, cuja utilidade ele não percebe, que vão contra a sua natureza. É preciso, antes de qualquer coisa, que tudo se faça de maneira coletiva, com mudanças de palavra, mudanças de evangelho, mudanças de objetivos, com apertos de mão. O povo segue relutando, como demonstram as cifras; as últimas estatísticas acusam uma nova baixa, entre 1977 e 1983, na freqüência à Comunhão, enquanto que a oração pessoal conhece uma ligeira ascensão¹. A pastoral de conjunto portanto, não conquistou o povo católico. Eis o que leio num boletim paroquial da região parisiense:

“Há dez anos, a missa das nove e meia possuía, de vez em quando, um estilo um pouco particular, no sentido de que a proclamação do Evangelho era seguida de uma troca pela qual os fiéis se reencontravam em grupos de uma dezena. De fato, na primeira vez que se tentou uma tal celebração, 69 pessoas constituíram grupos de troca, 138 ficaram à parte. Poder-se-ia pensar que com a ajuda do tempo, este fato se iria modificando. Não aconteceu nada disso.”

A equipe paroquial organizou então uma reunião para saber se continuariam ou não as “missas com troca”. Compreende-se que, tendo dois terços dos paroquianos resistido até então às novidades pós-conciliares, não tenham sido encantados por estas conversas improvisadas em plena missa. Como é difícil ser católico hoje! A liturgia francesa, mesmo sem “troca”, atordoa os assistentes sob um fluxo de palavras, muitos se queixam de não poder rezar durante a missa. Então, quando rezarão eles?

Os cristãos desconcertados vêem propor-se-lhes receitas que são sempre aprovadas pela hierarquia contanto que elas se afastem da espiritualidade católica. O yoga e o zen são as mais estranhas. Orientalismo desastroso que coloca a piedade em caminhos falsos, pretendendo conduzir a uma “higiene da alma”. Quem falará também dos danos da expressão corporal, degradação da pessoa ao mesmo tempo que exaltação do corpo, contrária à elevação para Deus? Estas modas novas introduzidas até nos mosteiros de contemplativos, com muitas outras, são extremamente perigosas e dão razão àqueles que ouvimos dizer: “Mudam a nossa religião.”

¹ Sondagem MADAME FIGARO/SOFRES, setembro de 1983. A primeira pergunta feita era: Comungais uma vez por semana ou mais? Uma vez por mês, mais ou menos? O que responde mais ou menos à assistência à missa, visto que todos hoje comungam. As respostas afirmativas passaram de 16% a 9%.

Carta Aberta aos Católicos Perplexos. Mons. Marcel Lefebvre.

ÍNDICE
_

terça-feira, 25 de agosto de 2009

Para confessar-se bem

A SANTA CONFISSÃO


A maioria dos cristãos, ao confessar-se esquecem de confessar muitos pecados, tornando sua confissão sem frutos.

Acostume-se preparar em casa e anotar os pecados cometidos, para que no dia da confissão, possa confessá-los todos.

Antes de confessar você deve ter perdoado de coração a todos os que te ofenderam.


EXAME DE CONSCIÊNCIA

terça-feira, 28 de julho de 2009

EM BREVE NO BRASIL: DESENHO INFANTIL GAY E LITERATURA INFANTIL GAY

Garimpado na web...

EM BREVE NO BRASIL: DESENHO INFANTIL GAY E LITERATURA INFANTIL GAY


Posted by Daniel in

Neste livro "The Prince and Him" que se passa no Reino do Era Uma Vez (versão corrompida) e que é para "crianças"que acabaram de aprender de ler, naquele estilão, uma figura de página inteira e uma frase por página, o príncipe luta por seu direito de não ter que casar com uma princesa, mas com quem ele "ama" de verdade, um rapaz.


(e mais)

Desenho animado infantil Rick & Steve, o “casal gay mais feliz de todo o mundo”, é a nova animação em Lego da Logo (rede de televisão, mobile e internet da MTV especialmente para gays e lésbicas).

Ambos são da Antichrist entertainment ...


sexta-feira, 10 de abril de 2009

Sexta-feira Santa 2009

Sexta-feira Santa 2009




A tarde de Sexta-feira Santa apresenta o drama imenso da morte de Cristo no Calvário. A cruz erguida sobre o mundo segue de pé como sinal de salvação e de esperança. Com a Paixão de Jesus segundo o Evangelho de João contemplamos o mistério do Crucificado, com o coração do discípulo Amado, da Mãe, do soldado que lhe transpassou o lado.

São João, teólogo e cronista da paixão nos leva a contemplar o mistério da cruz de Cristo como uma solene liturgia. Tudo é digno, solene, simbólico em sua narração: cada palavra, cada gesto. A densidade de seu Evangelho agora se faz mais eloquente. E os títulos de Jesus compõem uma formosa Cristologia. Jesus é Rei. O diz o título da cruz, e o patíbulo é o trono onde ele reina. É a uma só vez, sacerdote e templo, com a túnica sem costura com que os soldados tiram a sorte. É novo Adão junto à Mãe, nova Eva, Filho de Maria e Esposo da Igreja. É o sedento de Deus, o executor do testamento da Escritura. O Doador do Espírito. É o Cordeiro imaculado e imolado, o que não lhe romperam os ossos. É o Exaltado na cruz que tudo o atrai a si, quando os homens voltam a ele o olhar.


A Mãe estava ali, junto à Cruz. Não chegou de repente no Gólgota, desde que o discípulo amado a recordou em Caná, sem ter seguido passo a passo, com seu coração de Mãe no caminho de Jesus. E agora está ali como mãe e discípula que seguiu em tudo a sorte de seu Filho, sinal de contradição como Ele, totalmente ao seu lado. Mas solene e majestosa como uma Mãe, a mãe de todos, a nova Eva, a mãe dos filhos dispersos que ela reúne junto à cruz de seu Filho.


Maternidade do coração, que infla com a espada de dor que a fecunda.


A palavra de seu Filho que prolonga sua maternidade até os confins infinitos de todos os homens. Mãe dos discípulos, dos irmãos de seu Filho. A maternidade de Maria tem o mesmo alcance da redenção de Jesus. Maria contempla e vive o mistério com a majestade de uma Esposa, ainda que com a imensa dor de uma Mãe. São João a glorifica com a lembrança dessa maternidade. Último testamento de Jesus.


Última dádiva. Segurança de uma presença materna em nossa vida, na de todos. Porque Maria é fiel à palavra: Eis aí o teu filho.O soldado que transpassou o lado de Cristo no lado do coração, não se deu conta que cumpria uma profecia realizava um último, estupendo gesto litúrgico. Do coração de Cristo brota sangue e água. O sangue da redenção, a água da salvação. O sangue é sinal daquele maior amor, a vida entregue por nós, a água é sinal do Espírito, a própria vida de Jesus que agora, como em uma nova criação derrama sobre nós.


quarta-feira, 8 de abril de 2009

Milagres acontecem!

Milagres acontecem! Provavelmente, muito mais de quanto imaginamos e pouco percebemos. Mas quando percebemos, é inebriante! Às vezes, precisamos apenas ter paciência, e as coisas se acomodam por si só. Às vezes, não é tão simples assim.

Enfim, conforme os problemas se resolvem - ou resolvemos - uma paz serena se instala em nós e queremos ficar quetinhos, no nosso cantinho, a saborear; por medo, talvez, de que acabe ou de ser irreal. É inato esse sentimento de auto-sabotagem ou incredulidade. E o medo?

Numa paisagem assim, eu vejo cerejeiras a balançar ao vento fresco da primavera, soltando pétalas e pólen. O verde tem um quê de impressionismo, ao longe. E o silêncio, rompido pelo tec-tec do teclado a correr, mantém tudo em paz, no seu devido lugar, ao abrigo do mundo exterior e de sua cruel realidade.

Serenidade. Um artigo de luxo pouco almejado, talvez somente quando a borrasca se acalma e se pode respirar um pouco e aí, com alguma lucidez, de repente percebe-se a importância da serenidade, ao invés da paixão. As turbulências e as efervescências do mundo seduzem, mas não saciam. Serenidade sacia e preenche. Nada mais importa, e o relógio bate mais devagar. No rítmo tranquilo dos que sabem viver a vida e seguir em frente. E o que realmente importa se não seguir em frente?

Assim, mais um milagre acontece em nossa vida e estamos à espera de mais um, mais um, mais um. Contentar-se é difícil ou as necessidades são tantas? O que nos basta? O quanto nos basta?

O sol já se pôs atrás das róseas cerejeiras, e a vida chama à rotina diária e enfadonha do seu próprio milagre. É hora de deitar a pena e voltar à realidade.

Não sem antes agradecer a Deus, como sempre.


Giulia d'Amore di Ugento

sábado, 4 de abril de 2009

Domingo de Ramos

Amanhã é Domingo de Ramos; preparação para a Santa Páscoa. Não tenho muito a acrescentar desde a última Páscoa. Infelizmente.

Do propósito de melhorar um defeito por ano... devo confessar que não me dediquei o suficiente. Pouco me lembrei disto. Essa minha humanidade é meu maior problema e minha melhor desculpa. Essa, aliás, tem sido a desculpa de muitos...

"Somos humanos!", e isso justifica tudo, como se o que importasse fosse a justificação... Quão tolos somos afinal.

Fiquei sabendo esta semana um horror que houve no interior de meu Estado, no banheiro de uma escola 9 meninos de aproximadamente 9 anos violentaram um "amiguinho" de 6... Quanto horror nisso. Por muitos motivos. A idade dos envolvidos, a crueldade do fato em si, as consequências, a humanidade... Que solução pode se dar a isso? Que futuro esperamos ver em crianças que aos nove anos já praticam atos tão cruéis, vergonhosos e indesculpáveis. Sim, porque, se alguém quiser justificar isso, merece ser apedrejado em praça pública. Prática, aliás, que precisava ser restabelecida, talvez a impunidade não seria tanta, e isso acabaria por si só. 

Eu vejo neste ato insano, além de crueldade e a óbvia violência, eu vejo ódio e completa ausência de compaixão. Se não do primeiro deles, do último que abusou da vítima... Esse menino em particular, após ver todos aquele horror, repetidas vezes, não se apiedou da vítima. Nem sei se é esse o mais cruel ou o primeiro. E que importância tem quem é o mais cruel se todos participaram disso?

Por que crianças de nove anos se interessam e praticam sexo?

Amizade, compaixão, lealdade, amor, inocência e bondade são valores que esses meninos desconhecem completamente.

Provavelmente, quer se discutir de quem é a culpa. Dos pais, da sociedade, da escola, da TV... o que importa? Alguém será responsabilizado após essa discussão esdrúxula? Não, então... esquece. Até porque se as respectivas família não os puniram devidamente o que nos resta? Aguentar um futuro de violência e dor que serão espalhados por esses meninos.

Mas não me venha a dizer que eles são vítimas também, porque não o são. Aqui e agora, por esse fato, eles são réus e mereceriam ser presos como adultos, porque como adultos agiram, uma vez que não é próprio de crianças fazer isso. Não mataram um passarinho, não picharam o muro da Igreja, não quebraram um vidraça, não roubaram goiabas da árvore do vizinho... Eles violentaram um "amigo", de seis anos. Cruelmente.

Onde há humanidade nisso?

Enfim. Amanhã é um dia santo e particularmente santo. Jesus entra triunfalmente em Jerusalém. Se essas crianças estivessem entre os bancos de uma escola dominical, da catequese ou da Santa Missa teriam poucas chances de fazer o que fizeram. Quando você preenche a vida de alguém com valores e princípios, dificilmente sairá algo ruim disso.

Um bom Domingo de Ramos a todos. A paz de Deus para a família da vítima.

Giulia d'Amore di Ugento

sábado, 21 de março de 2009

Santíssimo Rosário






O Santo Rosário
Sinal da Cruz
Oferecimento do Terço
Credo
Pai Nosso
3 Ave-Marias
Glória...
Oração de Fátima
1º Mistério
Pai Nosso
10 Ave-Marias
Glória...
Oração de Fátima
2º Mistério
Pai Nosso
10 Ave-Marias
Glória...
Oração de Fátima
3º Mistério
Pai Nosso
10 Ave-Marias
Glória...
Oração de Fátima
4º Mistério
Pai Nosso
10 Ave-Marias
Glória...
Oração de Fátima
5º Mistério
Pai Nosso
10 Ave-Marias
Glória...
Oração de Fátima
* * *
No Rosário, segue com os demais mistérios.
No terço, termina aqui.
Agradecimento
Salve Rainha
Ladainha de Nossa Senhora
Oração a São José
Oração pelas vocações religiosas.

As orações estão logo abaixo




A Igreja, reconhecendo a importância dessa prática de piedade, concede indulgência plenária a quem reza o terço em família, nas condições habituais.



clique para ampliar




AS ORAÇÕES


SINAL DA CRUZ - SIGNUM CRUCIS 

Pelo sinal X da santa cruz, livrai-nos, Deus X nosso Senhor, dos nossos X inimigos.
Em nome do Pai X, e do Filho X e do Espírito Santo X. Amém.

Per signum X crucis, de X inimicis nostris libera-nos Deus X noster.
In nonime Patris X et Fílii X et Spirítui Sancto X. Amen.  

OFERECIMENTO: 

Divino Jesus, nós Vos oferecemos este Santo Rosário que vamos rezar, contemplando os mistérios de nossa Redenção. Concedei-nos, pela intercessão de Maria, vossa Mãe Santíssima, a quem nos dirigimos, as virtudes necessárias para bem rezá-lo e a graça de ganhar as indulgências anexas a esta santa devoção.

(Oferecemos-Vos, particularmente, este terço por...)

CREDO 

Creio em Deus Pai todo-poderoso, criador do céu e da terra; e em Jesus Cristo, seu único Filho, Nosso Senhor; que foi concebido pelo poder do Espírito Santo; nasceu de Virgem Maria, padeceu sob o poder de Pôncio Pilatos, foi crucificado morto e sepultado; desceu aos infernos; ao terceiro dia ressuscitou dos mortos; subiu aos céus, está sentado à mão direita de Deus Pai todo-poderoso, donde há de vir a julgar os vivos e os mortos; creio no Espírito Santo, na santa Igreja Católica, na comunhão dos santos, na remissão dos pecados, na ressurreição da carne, na vida eterna. Amém.

Credo in Deum, Patrem omnipoténtem, Creatórem caeli et terrae. Et in Jesum Christum, Filium eius únicum, Dóminùm nostrum : qui concéptus est de Spíritu Sancto, natus ex María Virgine, passus sub Pontio Piláto, crucifíxus, mórtuus, et sepúltus : descéndit ad ínferos; tértia die resurréxit a mórtuis; ascéndit ad caelos; sedet ad déxteram Dei Patris omnipoténtis: inde ventúrus est judicare vivos et mórtuos. Credo in Spiritum Sanctum, sanctam Ecclésiam Cathólicam, Sanctórum communionem, remissiónem peccatórum carnis resurrectiónem, vitam aetérnam. Amen.

PAI NOSSO – PATER NOSTER 

Padre nosso, que estais nos céus, santificado seja o vosso nome; venha a nós o vosso reino; seja feita a vossa vontade, assim na terra como no céu; o pão nosso de cada dia nos dai hoje; e perdoai-nos as nossas dívidas, assim como nós perdoamos aos nossos devedores; e não nos deixeis cair em tentação;

R/. Mas livrai-nos do mal. Amém.

Pater noster, qui es in caelis Sanctificétur nomen tuum: Advéniat regnum tuum: Fiat voluntas tua, sicut in caelo, et in terra. Panem nostrum quotidiánum da nobis hódie : Et dimítte nobis débita nostra, sicut et nos dimíttimus debitóribus nostris. Et ne nos indúcas in tentatiónem.

R/. Sed líbera nos a malo. Amen

AVE MARIA (3X) 

Ave Maria, cheia de graça, o Senhor é convosco; bendita sois vós entre as mulheres e bendito é o fruto do vosso ventre, Jesus.
R/. Santa Maria, Mãe de Deus, rogai por nós, pecadores, agora e na hora de nossa morte. Amém.

Ave, María, grátia plena: Dóminus tecum: benedícta tu in muliéribus, et benedictus fructus ventris tui Jesus.
R/. Sancta María, Mater Dei, ora pro nobis peccatóribus, nunc et in hora mortis nostrae. Amen

GLÓRIA AO PAI – GLORIA PATRI 

Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo. Como era no princípio, agora e sempre. Amém

Glória Patri et Fílio et Spirítui Sancto. Sicut erat in princípio et nunc et semper et in saecula saeculórum. Amen

ORAÇÃO DE FÁTIMA 

Ó meu Jesus, perdoai-nos, livrai-nos do fogo do inferno, levai as almas todas para o Céu, especialmente as que mais precisarem.

COMEÇAMOS A MEDITAR OS MISTÉRIOS,

SEGUNDO A ORDEM (SE FOR O ROSÁRIO)

OU O DIA (SE FOR O TERÇO)


(*) Observação: O Rosário/Terço ensinado por Nossa Senhora é unicamente aquele com os três Mistérios: Gozosos, Dolorosos e Gloriosos. O Rosário/Terço com o quarto mistério: Luminoso é criação de João Paulo II e traz bonitas reflexões, as quais podem ser meditadas em outro momento que não no Rosário/Terço que a própria Mãe de Deus ensinou, pois é razoável pensar que Nossa Senhora soubesse, mais do que João Paulo II, do que nós precisamos e o que seria útil e proveitoso meditar ou não. E se Ela mesma achasse que seria útil e proveitoso meditar a parte da vida de Nosso Senhor englobada nos mistérios luminosos alguém duvidaria que Ela mesma não nos ensinasse? E, até onde se sabe, não veio, a Santa Mãe de Deus, até João Paulo II, em visão ou sonhos, fazer essa "atualização". Assim, essa "inovação" parece querer corrigir uma falha daquela que é Mãe da Perfeição... o que é inadmissível. Portanto, na dúvida, fiquemos com a Mãe de Nosso Senhor Jesus Cristo, porque, estando Ela junto à Santíssima Trindade, certamente está a par do que é melhor para nós, pobres mortais. Fica a dica. Leiam, mais, a respeito: http://farfalline.blogspot.com.br/2012/02/quatro-razoes-para-se-rejeitar-o-novo.html

SEGUNDAS E QUINTAS: 

PRIMEIRO MISTÉRIO GOZOSO

No primeiro mistério contemplamos a Anunciação do Anjo e Encarnação do Verbo no seio puríssimo de Maria. (Fruto: a virtude da Humildade).

1 PAI NOSSO, 10 AVE-MARIAS, GLÓRIA, ORAÇÃO DE FÁTIMA, JACULATÓRIAS. 

SEGUNDO MISTÉRIO GOZOSO

No segundo mistério contemplamos a Visitação de Nossa Senhora a sua prima Santa Isabel. (Fruto: a virtude da Caridade fraterna).

1 PAI NOSSO, 10 AVE-MARIAS, GLÓRIA, ORAÇÃO DE FÁTIMA, JACULATÓRIAS. 

TERCEIRO MISTÉRIO GOZOSO

No terceiro mistério contemplamos o Nascimento de Nosso Senhor Jesus Cristo em Belém. (Fruto: o Amor à Pobreza).

1 PAI NOSSO, 10 AVE-MARIAS, GLÓRIA, ORAÇÃO DE FÁTIMA, JACULATÓRIAS. 


QUARTO MISTÉRIO GOZOSOS

No quarto mistério contemplamos a Apresentação do Menino Jesus no templo e a purificação de Nossa Senhora. (Fruto: Amor à Pureza e à Obediência).

1 PAI NOSSO, 10 AVE-MARIAS, GLÓRIA, ORAÇÃO DE FÁTIMA, JACULATÓRIAS.  

QUINTO MISTÉRIO GOZOSO

No quinto mistério contemplamos a Perda e Encontro do Menino Jesus no templo, discutindo com os doutores da lei. (Fruto: A procura de Deus em todas as coisas, a verdadeira Sabedoria). 

1 PAI NOSSO, 10 AVE-MARIAS, GLÓRIA, ORAÇÃO DE FÁTIMA, JACULATÓRIAS. 

TERÇAS E SEXTAS:

PRIMEIRO MISTÉRIO DOLOROSO

No primeiro mistério contemplamos a Oração e Agonia de Nosso Senhor Jesus Cristo no Horto. (Fruto: A detestação dos pecados). 

1 PAI NOSSO, 10 AVE-MARIAS, GLÓRIA, ORAÇÃO DE FÁTIMA, JACULATÓRIAS. 


SEGUNDO MISTÉRIO DOLOROSO 

No segundo mistério contemplamos a Flagelação de Nosso Senhor Jesus Cristo. (Fruto: A mortificação da carne).

1 PAI NOSSO, 10 AVE-MARIAS, GLÓRIA, ORAÇÃO DE FÁTIMA, JACULATÓRIAS.

TERCEIRO MISTÉRIO DOLOROSO

No terceiro mistério contemplamos a Coroação de Espinhos de Nosso Senhor Jesus Cristo. (Fruto: A mortificação do Orgulho). 

1 PAI NOSSO, 10 AVE-MARIAS, GLÓRIA, ORAÇÃO DE FÁTIMA, JACULATÓRIAS. 

QUARTO MISTÉRIO DOLOROSO

No quarto mistério contemplamos Nosso Senhor Jesus Cristo com a cruz às costas a caminho do Calvário. (Fruto: A Paciência e a Resignação diante das tribulações).

1 PAI NOSSO, 10 AVE-MARIAS, GLÓRIA, ORAÇÃO DE FÁTIMA, JACULATÓRIAS. 

QUINTO MISTÉRIO DOLOROSO

No quinto mistério contemplamos a Crucifixão e Morte de Nosso Senhor Jesus Cristo. (Fruto: A conversão dos Pecadores, o alívio das Almas do Purgatório, a perseverança do Justo e a salvação de todas as Almas).

1 PAI NOSSO, 10 AVE-MARIAS, GLÓRIA, ORAÇÃO DE FÁTIMA, JACULATÓRIAS. 

QUARTAS, SÁBADOS E DOMINGOS:

PRIMEIRO MISTÉRIO GLORIOSO

No primeiro mistério contemplamos a gloriosa Ressurreição de Nosso Senhor Jesus Cristo. (Fruto: a virtude da Fé). 

1 PAI NOSSO, 10 AVE-MARIAS, GLÓRIA, ORAÇÃO DE FÁTIMA, JACULATÓRIAS. 

SEGUNDO MISTÉRIO GLORIOSO

No segundo mistério contemplamos a Ascensão de Nosso Senhor Jesus Cristo. (Fruto: A virtude da Esperança e o desejo do Céu, nossa cara Pátria).

1 PAI NOSSO, 10 AVE-MARIAS, GLÓRIA, ORAÇÃO DE FÁTIMA, JACULATÓRIAS. 

TERCEIRO MISTÉRIO GLORIOSO

No terceiro mistério contemplamos a descida do Espírito Santo sobre Nossa Senhora e os Apóstolos. (Fruto: A virtude da Caridade).

1 PAI NOSSO, 10 AVE-MARIAS, GLÓRIA, ORAÇÃO DE FÁTIMA, JACULATÓRIAS. 

QUARTO MISTÉRIO GLORIOSO

No quarto mistério contemplamos a Assunção de Nossa Senhora aos Céus em corpo e alma. (Fruto: a graça de uma boa morte, amparada pelos santos Sacramentos da Igreja).

1 PAI NOSSO, 10 AVE-MARIAS, GLÓRIA, ORAÇÃO DE FÁTIMA, JACULATÓRIAS. 

QUINTO MISTÉRIO GLORIOSO

No quinto mistério contemplamos a Coroação de Nossa Senhora como Rainha dos Céus e da Terra. (Fruto: o aumento do Amor e da Devoção a tão terna Mãe).

1 PAI NOSSO, 10 AVE-MARIAS, GLÓRIA, ORAÇÃO DE FÁTIMA, JACULATÓRIAS.  


AGRADECIMENTO


Infinitas Graças Vos damos, soberana Rainha, pelos benefícios que todos os dias recebemos de Vossas Mãos Liberais. Dignai-Vos, agora e sempre, tomar-nos debaixo de Vosso poderoso amparo e, para mais Vos obrigar, Vos saudamos com uma Salve Rainha:


SALVE RAINHA – SALVE REGINA
Salve, Rainha, Mãe de misericórdia, vida, doçura e esperança nossa, salve! A vós bradamos, os degredados filhos de Eva; a vós suspiramos, gemendo e chorando neste vale de lágrimas. Eia, pois advogada nossa, esses vossos olhos misericordiosos a nós volvei; e depois deste desterro nos mostrai Jesus, bendito fruto do vosso ventre, ó clemente, ó piedosa, ó doce sempre Virgem Maria.
V/. Rogai por nós, santa Mãe de Deus,
R/. Para que sejamos dignos das promessas de Cristo.

Salve, Regina, Mater misericordiae, vita, dulcédo et spes nostra, salve. Ad te clamamus, éxsules filii Evae. Ad te suspirámus geméntes et flentes in hac lacrimárum valle. Eia ergo, advocáta nostra, illos tuos misericórdes óculos ad nos convérte. Et Jesum benedíctum fructum Ventris tui, nobis, post hoc exsílium, osténde.
O clemens, o pia, o dulcis Virgo María!
V/. Ora pro nobis, sancta Dei Génitrix. R/. Ut digni efficiámur promissiónibus Christi.




LADAINHA DA SANTÍSSIMA VIRGEM 


Senhor, tende piedade de nós.
Jesus Cristo, tende piedade de nós.
Senhor, tende piedade de nós.

Jesus Cristo, ouvi-nos.
Jesus Cristo, atendei-nos.

Pai celeste que sois Deus,
tende piedade de nós.
Filho, Redentor do mundo, que sois Deus, tende piedade de nós.
Espírito Santo, que sois Deus,
tende piedade de nós.
Santíssima Trindade, que sois um só Deus, tende piedade de nós.

Santa Maria, rogai por nós.
Santa Mãe de Deus,
Santa Virgem das Virgens,
Mãe de Jesus Cristo,
Mãe da divina graça,
Mãe puríssima,
Mãe castíssima,
Mãe imaculada,
Mãe intacta,
Mãe amável,
Mãe admirável,
Mãe do bom conselho,
Mãe do Criador,
Mãe do Salvador,
Virgem prudentíssima,
Virgem venerável,
Virgem louvável,
Virgem poderosa,
Virgem clemente,
Virgem fiel,
Espelho de justiça,
Sede de sabedoria,
Causa da nossa alegria,
Vaso espiritual,
Vaso honorífico,
Vaso insigne de devoção,
Rosa mística,
Torre de David,
Torre de marfim,
Casa de ouro,
Arca da aliança,
Porta do céu,
Estrela da manhã,
Saúde dos enfermos,
Refúgio dos pecadores,
Consoladora dos aflitos,
Auxílio dos cristãos,
Rainha dos anjos,
Rainha dos patriarcas,
Rainha dos profetas,
Rainha dos apóstolos,
Rainha dos mártires,
Rainha dos confessores,
Rainha das virgens,
Rainha de todos os santos,
Rainha concebida sem pecado original,
Rainha elevada ao céu,
Rainha do sacratíssimo Rosário,
Rainha da paz,

Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, perdoai-nos Senhor.
Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, ouvi-nos Senhor.
Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, tende piedade de nós.

V. Rogai por nós, Santa Mãe de Deus,
R. Para que sejamos dignos das promessas de Cristo.

Oremos.
Senhor Deus, nós Vos suplicamos que concedais aos vossos servos perpétua saúde de alma e de corpo; e que, pela gloriosa intercessão da bem-aventurada sempre Virgem Maria, sejamos livres da presente tristeza e gozemos da eterna alegria.
Por Cristo Nosso Senhor.

Amém.

(No mês de outubro)

V. Rogai por nós, Rainha do Sacratíssimo Rosário,
R. Para que sejamos dignos das promessas de Cristo.
xxx Kýrie, eléison.
Christe, eléison.
Kýrie, eléison.

Christe, audi nos.
Christe, exáudi nos.

Pater de cælis, Deus,
miserére nobis.
Fili, Redémptor mundi, Deus,
miserére nobis.
Spíritus Sancte, Deus,
miserére nobis.
Santa Trínitas, unus Deus,
miserére nobis.

Sancta María, ora pro nobis.
Sancta Dei Génitrix
Sancta Virgo vírginum,
Mater Christi,
Mater divínæ grátiæ,
Mater puríssima,
Mater castíssima,
Mater invioláta,
Mater intemeráta,
Mater amábilis,
Mater admirábilis,
Mater boni consílii,
Mater Creatóris,
Mater Salvatóris,
Virgo prudentíssima,
Virgo veneránda,
Virgo prædicánda,
Virgo potens,
Virgo clemens,
Virgo fidélis,
Spéculum justítiæ,
Sedes sapiéntiæ,
Causa nostræ lætítiæ,
Vas spirituále,
Vas honorábile,
Vas insígne devotiónis,
Rosa mýstica,
Turris Davídica,
Turris ebúrnea,
Domus áurea,
Fœderis arca,
Jánua cæli,
Stella matutína,
Salus infirmórum,
Refúgium peccatórum,
Consolátrix afflictórum,
Auxílium Christianórum,
Regína Angelórum,
Regína Patriarchárum,
Regína Prophetárum,
Regína Apostolórum,
Regína Mártirum,
Regína Confessórum,
Regína Vírginum,
Regína Sanctórum ómnium,
Regína Sine labe origináli concépta,
Regína in cælum assúmpta,
Regína sacratíssimi Rosárii,
Regína pacis,

Agnus Dei, qui tollis peccáta mundi,
parce nobis, Dómini.
Agnus Dei, qui tollis peccáta mundi,
exáudi nos, Dómini.
Agnus Dei, qui tollis peccáta mundi,
miserére nobis.

V. Ora pro nobis, sancta Dei Génitrix.
R. Ut digni efficiámur promissiónibus Christi.


Orémus.
Concéde nos fámulos tuos, quæsumus, Dómine Deus, perpétua mentis et córporis sanitáte gaudére: et gloriósa beátæ Maríæ semper Vírginis intercessióne, a præsénti liberári tristítia, et ætérna pérfrui lætítia.

Per Christum Dóminum nostrum.

Amen.




ORAÇÃO A SÃO JOSÉ

A vós, São José, recorremos em nossa tribulação e, depois de ter implorado o auxílio de Vossa Santíssima Esposa, cheios de confiança solicitamos também o Vosso patrocínio. Por este laço sagrado de caridade que Vos uniu à Virgem Imaculada Mãe de Deus, e pelo amor paternal que tivestes ao Menino Jesus, ardentemente Vos suplicamos que lanceis um olhar benigno para a herança que Jesus Cristo conquistou com seu Sangue, e nos socorrais em nossas necessidades com o Vosso auxílio e poder. Protegei, ó Guarda providente da Divina Família, a raça eleita de Jesus Cristo. Afastai para longe de nós, ó Pai amantíssimo, a peste do erro e do vício. Assisti-nos do alto do céu, ó nosso fortíssimo sustentáculo, na luta contra o poder das trevas; e assim como outrora salvastes da morte a vida ameaçada do Menino Jesus, assim também defendei agora a Santa Igreja de Deus contra as ciladas de seus inimigos e contra toda adversidade. Amparai a cada um de nós com o Vosso constante patrocínio a fim de que, a Vosso exemplo e sustentados por Vosso auxílio, possamos viver virtuosamente, morrer piedosamente e obter no céu a eterna bem-aventurança. Amém.

ORAÇÃO PELAS VOCAÇÕES:


Senhor, dai-nos sacerdotes
Senhor, dai-nos santos sacerdotes
Senhor, dai-nos muitos santos sacerdotes
Senhor, dai-nos muitas santas vocações religiosas
São Pio X, rogai por nós.






_

ABORTO - O GRITO SILENCIOSO

CONHEÇA O NOVO SITE DA EDITORA