Pesquisar este blog

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

FÉ & DOGMAS: Fora da Igreja não há salvação

O Bom combate da Fé!



"Lançai fora a ímpia e funesta opinião de que,  
em qualquer religião,
é possível chegar ao caminho  
da salvação eterna".


Papa Pio IX


domingo, 30 de agosto de 2009

O filho Prodigo

Especialmente para Ana Carolina.

11. Disse também: Um homem tinha dois filhos.
12. O mais moço disse a seu pai: Meu pai, dá-me a parte da herança que me toca. O pai então repartiu entre eles os haveres.
13. Poucos dias depois, ajuntando tudo o que lhe pertencia, partiu o filho mais moço para um país muito distante, e lá dissipou a sua fortuna, vivendo dissolutamente.
14. Depois de ter esbanjado tudo, sobreveio àquela região uma grande fome e ele começou a passar penúria.
15. Foi pôr-se ao serviço de um dos habitantes daquela região, que o mandou para os seus campos guardar os porcos.
16. Desejava ele fartar-se das vagens que os porcos comiam, mas ninguém lhas dava.
17. Entrou então em si e refletiu: Quantos empregados há na casa de meu pai que têm pão em abundância... e eu, aqui, estou a morrer de fome!
18. Levantar-me-ei e irei a meu pai, e dir-lhe-ei: Meu pai, pequei contra o céu e contra ti;
19. já não sou digno de ser chamado teu filho. Trata-me como a um dos teus empregados.
20. Levantou-se, pois, e foi ter com seu pai. Estava ainda longe, quando seu pai o viu e, movido de compaixão, correu-lhe ao encontro, lançou-se-lhe ao pescoço e o beijou.
21. O filho lhe disse, então: Meu pai, pequei contra o céu e contra ti; já não sou digno de ser chamado teu filho.
22. Mas o pai falou aos servos: Trazei-me depressa a melhor veste e vesti-lha, e ponde-lhe um anel no dedo e calçado nos pés.
23. Trazei também um novilho gordo e matai-o; comamos e façamos uma festa.
24. Este meu filho estava morto, e reviveu; tinha se perdido, e foi achado. E começaram a festa.
25. O filho mais velho estava no campo. Ao voltar e aproximar-se da casa, ouviu a música e as danças.
26. Chamou um servo e perguntou-lhe o que havia.
27. Ele lhe explicou: Voltou teu irmão. E teu pai mandou matar um novilho gordo, porque o reencontrou são e salvo.
28. Encolerizou-se ele e não queria entrar, mas seu pai saiu e insistiu com ele.
29. Ele, então, respondeu ao pai: Há tantos anos que te sirvo, sem jamais transgredir ordem alguma tua, e nunca me deste um cabrito para festejar com os meus amigos.
30. E agora, que voltou este teu filho, que gastou os teus bens com as meretrizes, logo lhe mandaste matar um novilho gordo!
31. Explicou-lhe o pai: Filho, tu estás sempre comigo, e tudo o que é meu é teu.
32. Convinha, porém, fazermos festa, pois este teu irmão estava morto, e reviveu; tinha se perdido, e foi achado.
(São Lucas, 15, 11-32)
 



Bom, não são poucos os que contestam esta parábola, aparentemente tão injusta e incompreensível ao humano coração.

Para entendê-la, devemos ir ao largo de nosso mundinho egoísta e sobretudo encontrar nosso lugar nesta história.

Em primeiro lugar, cabe aqui perguntar-mos: quem é o filho pródigo? quem é o filho mais velho? Quem é o pai? Onde acontecem os fatos?


  • O "filho pródigo" somos todo nós. 
  • O "filho mais velho" é o outro. É aquele que faz a vontade de Deus, mas anota tudo na ponta do lápis.
  • O "pai" é Deus, nosso Senhor.
  • Os fatos acontecem aqui, em nosso dia-a-dia, quando tomamos decisões que nos afastam da casa do pai e nos levam para o mundo; é dentro, também, de nossa consciência e nosso intelecto.

E, ainda, precisamos refletir sobre: a partida, a vida pecaminosa, a consciência do pecado, a decisão do retorno, o retorno, a acolhida, a celebração, a explicação.

A partida: 

O filho exige do pai o que seria um dia seu quinhão. Surpreendentemente, o pai dá. Mesmo sabendo em seu coração que o jovem filho, ainda inexperiente e cheio da arrogância própria da juventude que ainda não viveu o mundo, não saberia como administrar tão rico tesouro. Em sua generosidade e amor, o pai se arrisca e oferece ao filho a liberdade de decidir por si próprio, de "curtir" a vida, sem responsabilidades, sem preocupações.

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

LEFEBVRE: "Estão mudando nossa religião"

Carta Aberta aos Católicos Perplexos:

"Estão mudando nossa religião"

 

Preciso dissipar logo de início um mal-entendido, de maneira a não ter mais que retornar ao assunto: eu não sou um chefe de movimento, muito menos o chefe de uma Igreja particular. Não sou, como não cessam de escrever, “o chefe dos tradicionalistas”.

Chegou-se a qualificar certas pessoas de “lefevristas” como se se tratasse de um partido ou de uma escola. É um abuso de linguagem.

Não tenho doutrina pessoal em matéria religiosa. Eu me ative toda a minha vida ao que me foi ensinado nos bancos do seminário francês de Roma, a saber, a doutrina católica segundo a transmissão que dela fez o magistério de século em século, desde a morte do último apóstolo, que marca o fim da Revelação.

Não deveria haver nisso um alimento próprio a satisfazer o apetite do sensacional que experimentam os jornalistas e através deles a opinião pública atual. No entanto, toda a França ficou em alvoroço no dia 29 de agosto de 1976 ao saber que eu ia rezar missa em Lille. Que haveria de extraordinário no fato de um bispo celebrar o Santo Sacrifício? Tive de pregar diante de uma platéia de microfones e cada um de meus ditos era saudado como uma declaração retumbante. Mas que dizia eu a mais do que poderia dizer qualquer outro bispo? Ah, eis aí a chave do enigma: os outros bispos, desde um certo número de anos, não diziam mais as mesmas coisas. Ouviste-os freqüentemente falar do reinado social de Nosso Senhor Jesus Cristo, por exemplo?

Minha aventura pessoal não cessa de me surpreender: estes bispos, na sua maioria, foram meus condiscípulos em Roma, formados do mesmo modo. E eis que repentinamente eu me encontrava inteiramente só. Eles tinham mudado, renunciavam ao que tinham aprendido. Eu, que nada tinha inventado, continuava o mesmo. O cardeal Garrone chegou a dizer-me num dia: “Enganaram-nos, no seminário francês de Roma.” Enganaram-nos em quê? Não havia ele, antes do concílio, feito as crianças de seu catecismo recitar milhares de vezes, o ato de fé: “Meu Deus, eu creio firmemente em todas as verdades que revelastes e que nos ensinais por meio de Vossa Igreja, porque Vós não podeis nem Vos enganar nem nos enganar”?

Como todos estes bispos puderam metamorfosear-se desta maneira? Vejo uma explicação no seguinte: eles permaneceram na França, deixaram-se infectar lentamente. Na África eu estava protegido. Regressei justamente no ano do concílio; o mal já estava feito. O Vaticano II não fez mais do que abrir as comportas que retinham a onda destruidora.

Num abrir e fechar de olhos, antes mesmo do encerramento da quarta sessão, sucedia a derrocada. Tudo ou quase tudo ia ser levado de roldão e, para começar, a prece.

O cristão, que tem o sentido e o respeito de Deus, fica chocado pela maneira como o fazem rezar hoje em dia. Qualificaram-se de “repetições enfadonhas” as fórmulas aprendidas de cor, não mais as ensinam às crianças, elas não figuram nos catecismos, à exceção do Padre-Nosso, numa nova versão de inspiração protestante que obriga ao tratamento por tu. Tratar a Deus por tu de um modo sistemático não é sinal de uma grande reverência e não salienta o gênio de nossa língua que nos oferece um tratamento diferente, conforme nos dirigimos a um superior, a um parente, a um companheiro. Neste mesmo Padre-Nosso pós-conciliar, pede-se a Deus que não nos “submeta à tentação”, expressão pelo menos equívoca, ao passo que nossa tradução francesa tradicional constitui um aperfeiçoamento em relação à fórmula latina calcada bastante e inabilmente no hebraico. Que progresso houve aí? O tratamento por tu invadiu o conjunto da liturgia vernácula; o novo missal dos domingos o emprega dum modo exclusivo e obrigatório, sem que se vejam as razões de uma tal mudança tão contrária aos costumes e à cultura franceses.

Fizeram-se testes nas escolas católicas com crianças de doze e treze anos. Só alguns sabiam de cor o Padre-Nosso, em francês, naturalmente, outros poucos a sua Ave Maria. Com cerca de uma ou duas exceções, estas crianças ignoravam o Símbolo dos Apóstolos, o “Eu pecador”, os atos de fé, de esperança, de caridade e de contrição, o “Angelus”, o “Lembrai-vos”... Como conheceriam tudo isto, uma vez que a maior parte nem mesmo jamais ouviu falar deles? A oração deve ser “espontânea”; é preciso falar a Deus sem preparação, diz-se agora, e se desdenha a maravilhosa pedagogia da Igreja que cinzelou todas estas preces às quais os maiores santos recorreram.

Quem encoraja ainda os cristãos a fazer a oração da manhã e da noite em família, a recitar o “Benedicite” e as “Graças”? Soube que em numerosas escolas católicas não se quer mais rezar no início das aulas tomando como pretexto que existem alunos não crentes ou pertencentes a outras religiões e que não se deve chocar sua consciência nem ostentar sentimentos triunfalistas. Dão-se congratulações por acolher nestas escolas uma grande maioria de não-católicos e mesmo de não-cristãos e por nada fazer para conduzi-los a Deus. Os alunos católicos, estes, devem ocultar sua fé sob o pretexto de respeitar as opiniões de seus colegas.

A genuflexão não é mais praticada a não ser por um número restrito de fiéis; foi substituída por uma inclinação de cabeça ou, às mais das vezes, por absolutamente nada. Entra-se numa igreja e senta-se. A mobília foi trocada, os genuflexórios transformados em lenha, em muitos lugares se colocaram poltronas idênticas às das salas de espetáculo, o que permite de resto, instalar mais confortavelmente o público, enquanto que as igrejas são utilizadas para concertos. Citou-se-me o caso duma capela do Santíssimo Sacramento, numa grande paróquia parisiense, onde um certo número de pessoas, que trabalhavam nos arredores, vinha fazer uma visita na hora do almoço. Um dia ela foi fechada por causa de trabalhos; quando reabriu suas portas, os genuflexórios tinham desaparecido, sobre uma moqueta confortável haviam disposto bancos estofados e muito fofos de um preço certamente elevado e comparáveis aos que se podem encontrar no vestíbulo das grandes sociedades ou das companhias aéreas. O comportamento dos fiéis mudou logo; uns se punham de joelhos sobre a moqueta, mas a maior parte se instalava comodamente e meditava de pernas cruzadas diante do tabernáculo. Havia certamente no espírito do clero desta paróquia uma intenção; não se fazem arranjos custosos sem refletir no que se pratica. Verifica-se uma vontade de modificar as relações do homem com Deus no sentido da familiaridade, da desenvoltura, como se se tratasse com Ele de igual para igual. Como se persuadir, se se suprimem os gestos que materializam a “virtude de religião”, de que se está na presença do Criador e do Soberano Senhor de todas as coisas? Não se corre também o risco de diminuir o sentimento de Sua Presença real no tabernáculo?

Os católicos estão outrossim desorientados pela idéia preconcebida de banalidade e mesmo de vulgaridade que se lhes impõe nos lugares de culto, dum modo sistemático. Taxou-se de triunfalismo tudo o que concorria para a beleza dos edifícios e para o esplendor das cerimônias. A decoração deve aproximar-se do cenário quotidiano, do “vivido”. Nos séculos de fé se oferecia a Deus o que se possuía de mais precioso; é na igreja da vila que se podia ver o que justamente não pertencia ao universo quotidiano: peças de ourivesaria, obras de arte, tecidos finos, rendas, bordados, estátuas da Santíssima Virgem coroada de jóias. Os cristãos faziam sacrifícios financeiros para honrar o Altíssimo com o que tinham de melhor. Tudo isto concorria para a oração, ajudava a alma a elevar-se; é um proceder natural ao homem: quando os reis magos se dirigiram ao pobre presépio de Belém, eles levaram ouro, mirra e incenso. Brutalizam-se os católicos fazendo-os rezar numa ambiência trivial, em “salas polivalentes” que não se distinguem de nenhum outro lugar público, ficando às vezes mesmo aquém deste. Aqui e ali, abandona-se uma magnífica igreja gótica ou românica para construir ao lado uma espécie de hangar despojado e triste, ou então se organizam “eucaristias domésticas” em salas de refeição e até em cozinhas. Falou-se-me de uma destas, celebrada na residência de um defunto na presença de sua família e de seus amigos; após a cerimônia, tirou-se o cálice e, sobre a mesma mesa, coberta com a mesma toalha, se preparou uma refeição. Durante este tempo, a algumas centenas de metros, os pássaros estavam sós a cantar os louvores do Senhor, em torno da igreja do século XIII ornada de vitrais magníficos. Aqueles dentre vós, leitores, que conheceram o anteguerra, se recordam certamente do fervor das procissões de Corpus-Christi, com os múltiplos altares, os cantos, os turíbulos, o ostensório resplandecente levado pelo sacerdote à luz do sol, debaixo do pálio bordado a ouro, os estandartes, as flores, as campainhas. O sentido de adoração nascia na alma das crianças e nela se incrustava para toda a vida. Este aspecto primordial da oração parece muito negligenciado. Falar-se-á ainda da evolução necessária, dos novos hábitos de vida? Os embaraços do trânsito de veículos não impedem as manifestações de rua, os que delas participam não experimentam nenhum respeito humano para exprimir suas opiniões políticas ou suas reivindicações justas ou não. Por que somente Deus seria posto de lado? Por quê apenas os cristãos deveriam abster-se de render-Lhe o culto público que Lhe é devido?

O desaparecimento quase total na França das procissões não tem por origem uma desafeição dos fiéis. Ele foi prescrito pela nova pastoral que, não obstante, avança sem cessar a pesquisa duma “participação ativa do Povo de Deus”. Em 1969 um pároco de Oise era destituído por seu bispo depois de ter recebido a proibição de organizar a procissão tradicional de Corpus Christi; mesmo assim a procissão se realizou e atraiu duas vezes mais pessoas do que a vila possuía de habitantes. Dir-se-á que a nova pastoral, aliás em contradição neste ponto, com a Constituição conciliar sobre a Santa Liturgia, se afina com as aspirações profundas dos cristãos que se mantêm apegados a tais formas de piedade?

Em troca, o que se lhes propõe? Pouca coisa, pois o serviço do culto se reduziu rapidamente. Os padres não celebram mais o Santo Sacrifício todos os dias, e concelebram o resto do tempo, o número das missas diminuiu em grandes proporções. No campo é praticamente impossível assistir à missa durante a semana; no domingo é necessário tomar uma condução para se dirigir à localidade à qual cabe a vez de receber o sacerdote do “setor”. Numerosas igrejas da França foram definitivamente fechadas, outras não se entreabrem senão algumas vezes por ano. Como a isto se acrescentava a crise de vocações, ou antes a crise do acolhimento que lhes é dado, a prática religiosa se tornou mais difícil de ano para ano. As grandes cidades são, em geral, melhor servidas, mas na maior parte do tempo é impossível comungar, por exemplo nas primeiras sextas-feiras ou nos primeiros sábados do mês. Não se deve mais pensar, naturalmente, em missa diária; em muitas paróquias citadinas elas se celebram por encomenda, para um grupo determinado em hora combinada com ele e de tal sorte que o transeunte ao entrar casualmente se sente estranho a uma celebração recheada de alusões às atividades e à vida do grupo. Lançou-se o descrédito sobre o que se chamou de celebrações individuais em oposição às celebrações comunitárias; na realidade, a comunidade se fragmentou em pequenas células; não é raro verem-se sacerdotes celebrar em casa de um cristão comprometido em atividades de ação católica ou em outras, na presença de alguns militantes. Ou então o horário do domingo de manhã se encontra repartido entre as diferentes comunidades lingüísticas: missa portuguesa, missa francesa, missa espanhola... Numa época onde as viagens ao estrangeiro se multiplicaram, os católicos são levados a assistir a missas nas quais eles não compreendem uma palavra sequer, e isto ainda que se lhes faça entender que não é possível rezar sem “participar”. Como fariam eles?

Não mais missas ou então muito poucas, não mais procissões, não mais visitas ao Santíssimo Sacramento, não mais vésperas... A oração em comum foi reduzida à sua expressão mais simples. Mas quando o fiel superou as dificuldades de horários e de deslocamentos, que encontra ele para matar sua sede espiritual? Falarei mais adiante da liturgia e das graves alterações que ela sofre, mantenhamo-nos por agora mais no exterior das coisas, nas formas desta oração comum. Muito freqüentemente o clima das “celebrações” choca o senso religioso dos católicos. É a intrusão dos ritmos profanos com todas as espécies de instrumentos de percussão, a guitarra, o saxofone. Um músico responsável pela música sagrada numa diocese do norte da França escrevia, apoiado por numerosas personalidades eminentes do mundo musical: “A despeito das apelações correntes, a música destes cantos não é moderna: este estilo musical não é novo, mas se praticava em lugares e ambientes muito profanos (cabarés, “music-hall”, freqüentemente por danças mais ou menos lascivas expressas ridiculamente com nomes estrangeiros)... foi-se levado ao balanceio, ou “swing”: todos têm o desejo de se agitar. Eis aí uma “expressão corporal” certamente estranha à nossa cultura ocidental, pouco favorável ao recolhimento e cujas origens são turvas... Na maior parte do tempo nossas assembléias, que já experimentam tanta aflição por não se igualarem aos negros e aos cambaios numa medida de 6/8, não respeitam o ritmo exato, e a bateria falha: então não se tem mais o desejo de se agitar, mas o ritmo se torna informe e faz acentuar ainda mais a pobreza habitual da linha melódica.”

Como fica a oração nisto tudo? Felizmente parece que em mais de um lugar se voltou a costumes menos bárbaros. Então se é submetido, se se quer cantar, às produções dos organismos oficiais especializados na música de igreja, pois não é questão de utilizar a maravilhosa herança dos séculos passados. As melodias habituais, sempre as mesmas, são de uma inspiração muito medíocre. Os trechos mais elaborados, executados por corais, se ressentem da influência profana, excitam mais a sensibilidade do que penetram na alma, como faz o cantochão; as palavras inventadas de todas as peças com um vocabulário novo, como se um dilúvio tivesse destruído, há uma vintena de anos, todos os antifonários nos quais, mesmo querendo fazer coisa nova, se se poderia ter inspirado, adotam o estilo do momento e logo saem da moda, não são mais compreensíveis depois de um espaço de tempo muito curto. Inumeráveis discos destinados à “animação” das paróquias difundem paráfrases de salmos, que se têm aliás como tais e que suplantam o texto sagrado de inspiração divina. Por que não cantar os próprios salmos?

Apareceu uma novidade há pouco tempo: cartazes afixados na entrada das igrejas diziam: “Para louvar a Deus, batei palmas.” Então, no decurso da celebração, a um sinal do animador, os assistentes levantam os braços acima da cabeça e batem palmas em cadência, com entusiasmo, produzindo um estrépito insólito no recinto do santuário. Este gênero de inovação, sem ligações com nossos hábitos mesmo profanos, que tenta implantar um gesto artificial na liturgia, sem dúvida não terá futuro; ele contribui não obstante, para desencorajar os católicos e aumenta a sua perplexidade. Poderíamos abster-nos de freqüentar as “Gospel Nights”, mas que fazer quando estas práticas desoladoras se apoderam das raras missas de domingo?

A pastoral de conjunto, segundo o termo adotado, constrange o fiel a gestos novos, cuja utilidade ele não percebe, que vão contra a sua natureza. É preciso, antes de qualquer coisa, que tudo se faça de maneira coletiva, com mudanças de palavra, mudanças de evangelho, mudanças de objetivos, com apertos de mão. O povo segue relutando, como demonstram as cifras; as últimas estatísticas acusam uma nova baixa, entre 1977 e 1983, na freqüência à Comunhão, enquanto que a oração pessoal conhece uma ligeira ascensão¹. A pastoral de conjunto portanto, não conquistou o povo católico. Eis o que leio num boletim paroquial da região parisiense:

“Há dez anos, a missa das nove e meia possuía, de vez em quando, um estilo um pouco particular, no sentido de que a proclamação do Evangelho era seguida de uma troca pela qual os fiéis se reencontravam em grupos de uma dezena. De fato, na primeira vez que se tentou uma tal celebração, 69 pessoas constituíram grupos de troca, 138 ficaram à parte. Poder-se-ia pensar que com a ajuda do tempo, este fato se iria modificando. Não aconteceu nada disso.”

A equipe paroquial organizou então uma reunião para saber se continuariam ou não as “missas com troca”. Compreende-se que, tendo dois terços dos paroquianos resistido até então às novidades pós-conciliares, não tenham sido encantados por estas conversas improvisadas em plena missa. Como é difícil ser católico hoje! A liturgia francesa, mesmo sem “troca”, atordoa os assistentes sob um fluxo de palavras, muitos se queixam de não poder rezar durante a missa. Então, quando rezarão eles?

Os cristãos desconcertados vêem propor-se-lhes receitas que são sempre aprovadas pela hierarquia contanto que elas se afastem da espiritualidade católica. O yoga e o zen são as mais estranhas. Orientalismo desastroso que coloca a piedade em caminhos falsos, pretendendo conduzir a uma “higiene da alma”. Quem falará também dos danos da expressão corporal, degradação da pessoa ao mesmo tempo que exaltação do corpo, contrária à elevação para Deus? Estas modas novas introduzidas até nos mosteiros de contemplativos, com muitas outras, são extremamente perigosas e dão razão àqueles que ouvimos dizer: “Mudam a nossa religião.”

¹ Sondagem MADAME FIGARO/SOFRES, setembro de 1983. A primeira pergunta feita era: Comungais uma vez por semana ou mais? Uma vez por mês, mais ou menos? O que responde mais ou menos à assistência à missa, visto que todos hoje comungam. As respostas afirmativas passaram de 16% a 9%.

Carta Aberta aos Católicos Perplexos. Mons. Marcel Lefebvre.

ÍNDICE
_

terça-feira, 25 de agosto de 2009

Para confessar-se bem

A SANTA CONFISSÃO


A maioria dos cristãos, ao confessar-se esquecem de confessar muitos pecados, tornando sua confissão sem frutos.

Acostume-se preparar em casa e anotar os pecados cometidos, para que no dia da confissão, possa confessá-los todos.

Antes de confessar você deve ter perdoado de coração a todos os que te ofenderam.


EXAME DE CONSCIÊNCIA

terça-feira, 28 de julho de 2009

EM BREVE NO BRASIL: DESENHO INFANTIL GAY E LITERATURA INFANTIL GAY

Garimpado na web...

EM BREVE NO BRASIL: DESENHO INFANTIL GAY E LITERATURA INFANTIL GAY


Posted by Daniel in

Neste livro "The Prince and Him" que se passa no Reino do Era Uma Vez (versão corrompida) e que é para "crianças"que acabaram de aprender de ler, naquele estilão, uma figura de página inteira e uma frase por página, o príncipe luta por seu direito de não ter que casar com uma princesa, mas com quem ele "ama" de verdade, um rapaz.


(e mais)

Desenho animado infantil Rick & Steve, o “casal gay mais feliz de todo o mundo”, é a nova animação em Lego da Logo (rede de televisão, mobile e internet da MTV especialmente para gays e lésbicas).

Ambos são da Antichrist entertainment ...


sexta-feira, 10 de abril de 2009

Sexta-feira Santa 2009

Sexta-feira Santa 2009




A tarde de Sexta-feira Santa apresenta o drama imenso da morte de Cristo no Calvário. A cruz erguida sobre o mundo segue de pé como sinal de salvação e de esperança. Com a Paixão de Jesus segundo o Evangelho de João contemplamos o mistério do Crucificado, com o coração do discípulo Amado, da Mãe, do soldado que lhe transpassou o lado.

São João, teólogo e cronista da paixão nos leva a contemplar o mistério da cruz de Cristo como uma solene liturgia. Tudo é digno, solene, simbólico em sua narração: cada palavra, cada gesto. A densidade de seu Evangelho agora se faz mais eloquente. E os títulos de Jesus compõem uma formosa Cristologia. Jesus é Rei. O diz o título da cruz, e o patíbulo é o trono onde ele reina. É a uma só vez, sacerdote e templo, com a túnica sem costura com que os soldados tiram a sorte. É novo Adão junto à Mãe, nova Eva, Filho de Maria e Esposo da Igreja. É o sedento de Deus, o executor do testamento da Escritura. O Doador do Espírito. É o Cordeiro imaculado e imolado, o que não lhe romperam os ossos. É o Exaltado na cruz que tudo o atrai a si, quando os homens voltam a ele o olhar.


A Mãe estava ali, junto à Cruz. Não chegou de repente no Gólgota, desde que o discípulo amado a recordou em Caná, sem ter seguido passo a passo, com seu coração de Mãe no caminho de Jesus. E agora está ali como mãe e discípula que seguiu em tudo a sorte de seu Filho, sinal de contradição como Ele, totalmente ao seu lado. Mas solene e majestosa como uma Mãe, a mãe de todos, a nova Eva, a mãe dos filhos dispersos que ela reúne junto à cruz de seu Filho.


Maternidade do coração, que infla com a espada de dor que a fecunda.


A palavra de seu Filho que prolonga sua maternidade até os confins infinitos de todos os homens. Mãe dos discípulos, dos irmãos de seu Filho. A maternidade de Maria tem o mesmo alcance da redenção de Jesus. Maria contempla e vive o mistério com a majestade de uma Esposa, ainda que com a imensa dor de uma Mãe. São João a glorifica com a lembrança dessa maternidade. Último testamento de Jesus.


Última dádiva. Segurança de uma presença materna em nossa vida, na de todos. Porque Maria é fiel à palavra: Eis aí o teu filho.O soldado que transpassou o lado de Cristo no lado do coração, não se deu conta que cumpria uma profecia realizava um último, estupendo gesto litúrgico. Do coração de Cristo brota sangue e água. O sangue da redenção, a água da salvação. O sangue é sinal daquele maior amor, a vida entregue por nós, a água é sinal do Espírito, a própria vida de Jesus que agora, como em uma nova criação derrama sobre nós.


quarta-feira, 8 de abril de 2009

Milagres acontecem!

Milagres acontecem! Provavelmente, muito mais de quanto imaginamos e pouco percebemos. Mas quando percebemos, é inebriante! Às vezes, precisamos apenas ter paciência, e as coisas se acomodam por si só. Às vezes, não é tão simples assim.

Enfim, conforme os problemas se resolvem - ou resolvemos - uma paz serena se instala em nós e queremos ficar quetinhos, no nosso cantinho, a saborear; por medo, talvez, de que acabe ou de ser irreal. É inato esse sentimento de auto-sabotagem ou incredulidade. E o medo?

Numa paisagem assim, eu vejo cerejeiras a balançar ao vento fresco da primavera, soltando pétalas e pólen. O verde tem um quê de impressionismo, ao longe. E o silêncio, rompido pelo tec-tec do teclado a correr, mantém tudo em paz, no seu devido lugar, ao abrigo do mundo exterior e de sua cruel realidade.

Serenidade. Um artigo de luxo pouco almejado, talvez somente quando a borrasca se acalma e se pode respirar um pouco e aí, com alguma lucidez, de repente percebe-se a importância da serenidade, ao invés da paixão. As turbulências e as efervescências do mundo seduzem, mas não saciam. Serenidade sacia e preenche. Nada mais importa, e o relógio bate mais devagar. No rítmo tranquilo dos que sabem viver a vida e seguir em frente. E o que realmente importa se não seguir em frente?

Assim, mais um milagre acontece em nossa vida e estamos à espera de mais um, mais um, mais um. Contentar-se é difícil ou as necessidades são tantas? O que nos basta? O quanto nos basta?

O sol já se pôs atrás das róseas cerejeiras, e a vida chama à rotina diária e enfadonha do seu próprio milagre. É hora de deitar a pena e voltar à realidade.

Não sem antes agradecer a Deus, como sempre.


Giulia d'Amore di Ugento

sábado, 4 de abril de 2009

Domingo de Ramos

Amanhã é Domingo de Ramos; preparação para a Santa Páscoa. Não tenho muito a acrescentar desde a última Páscoa. Infelizmente.

Do propósito de melhorar um defeito por ano... devo confessar que não me dediquei o suficiente. Pouco me lembrei disto. Essa minha humanidade é meu maior problema e minha melhor desculpa. Essa, aliás, tem sido a desculpa de muitos...

"Somos humanos!", e isso justifica tudo, como se o que importasse fosse a justificação... Quão tolos somos afinal.

Fiquei sabendo esta semana um horror que houve no interior de meu Estado, no banheiro de uma escola 9 meninos de aproximadamente 9 anos violentaram um "amiguinho" de 6... Quanto horror nisso. Por muitos motivos. A idade dos envolvidos, a crueldade do fato em si, as consequências, a humanidade... Que solução pode se dar a isso? Que futuro esperamos ver em crianças que aos nove anos já praticam atos tão cruéis, vergonhosos e indesculpáveis. Sim, porque, se alguém quiser justificar isso, merece ser apedrejado em praça pública. Prática, aliás, que precisava ser restabelecida, talvez a impunidade não seria tanta, e isso acabaria por si só. 

Eu vejo neste ato insano, além de crueldade e a óbvia violência, eu vejo ódio e completa ausência de compaixão. Se não do primeiro deles, do último que abusou da vítima... Esse menino em particular, após ver todos aquele horror, repetidas vezes, não se apiedou da vítima. Nem sei se é esse o mais cruel ou o primeiro. E que importância tem quem é o mais cruel se todos participaram disso?

Por que crianças de nove anos se interessam e praticam sexo?

Amizade, compaixão, lealdade, amor, inocência e bondade são valores que esses meninos desconhecem completamente.

Provavelmente, quer se discutir de quem é a culpa. Dos pais, da sociedade, da escola, da TV... o que importa? Alguém será responsabilizado após essa discussão esdrúxula? Não, então... esquece. Até porque se as respectivas família não os puniram devidamente o que nos resta? Aguentar um futuro de violência e dor que serão espalhados por esses meninos.

Mas não me venha a dizer que eles são vítimas também, porque não o são. Aqui e agora, por esse fato, eles são réus e mereceriam ser presos como adultos, porque como adultos agiram, uma vez que não é próprio de crianças fazer isso. Não mataram um passarinho, não picharam o muro da Igreja, não quebraram um vidraça, não roubaram goiabas da árvore do vizinho... Eles violentaram um "amigo", de seis anos. Cruelmente.

Onde há humanidade nisso?

Enfim. Amanhã é um dia santo e particularmente santo. Jesus entra triunfalmente em Jerusalém. Se essas crianças estivessem entre os bancos de uma escola dominical, da catequese ou da Santa Missa teriam poucas chances de fazer o que fizeram. Quando você preenche a vida de alguém com valores e princípios, dificilmente sairá algo ruim disso.

Um bom Domingo de Ramos a todos. A paz de Deus para a família da vítima.

Giulia d'Amore di Ugento

domingo, 29 de março de 2009

Principais orações católicas


Em Português

Em Latim
Sinal da Cruz

Pelo sinal
X da santa cruz, livrai-nos, Deus X nosso Senhor, dos nossos X inimigos.
Em nome do Pai
X, e do Filho X e do Espírito Santo X. Amém.

Signum Crucis

Per signum X crucis, de X inimicis nostris libera-nos Deus X noster.
In nonime Patris
X et Fílii X et Spitiui Sancto X. Amen.



Glória ao Pai

Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo. Como era no princípio, agora e sempre. Amém

Gloria Patri  

Glória Patri et Fílio et Spirítui Sancto. Sicut erat in princípio et nunc et semper et in saecula saeculórum. Amen



Ave Maria

Ave Maria, cheia de graça, o Senhor é convosco; bendita sois vós entre as mulheres e bendito é o fruto do vosso ventre, Jesus.
R/. Santa Maria, Mãe de Deus, rogai por nós, pecadores, agora e na hora de nossa morte. Amém.

Ave Maria   

Ave, María, grátia plena: Dóminus tecum: benedícta tu in muliéribus, et benedictus fructus ventris tui Jesus.
R/. Sancta María, Mater Dei, ora pro nobis peccatóribus, nunc et in hora mortis nostrae. Amen



Pai Nosso

Padre nosso, que estais nos céus, santificado seja o vosso nome; venha a nós o vosso reino; seja feita a vossa vontade, assim na terra como no céu; o pão nosso de cada dia nos dai hoje; e perdoai-nos as nossas dívidas, assim como nós perdoamos aos nossos devedores; e não nos deixeis cair em tentação;
R/. Mas livrai-nos do mal. Amém.

Pater Noster  

Pater noster, qui es in caelis Sanctificétur nomen tuum: Advéniat regnum tuum: Fiat voluntas tua, sicut in caelo, et in terra. Panem nostrum quotidiánum da nobis hódie : Et dimítte nobis débita nostra, sicut et nos dimíttimus debitóribus nostris. Et ne nos indúcas in tentatiónem.

R/. Sed líbera nos a malo. Amen



Salve Rainha

Salve, Rainha, Mãe de misericórdia, vida, doçura e esperança nossa, salve! A vós bradamos, os degredados filhos de Eva; a vós suspiramos, gemendo e chorando neste vale de lágrimas. Eia, pois advogada nossa, esses vossos olhos misericordiosos a nós volvei; e depois deste desterro nos mostrai Jesus, bendito fruto do vosso ventre, ó clemente, ó piedosa, ó doce sempre Virgem Maria.
V/. Rogai por nós, santa Mãe de Deus,
R/. Para que sejamos dignos das promessas de Cristo.

Salve Regina  

Salve, Regina, Mater misericordiae, vita, dulcédo et spes nostra, salve. Ad te clamamus, éxsules fiIii Evae. Ad te suspirámus geméntes et flentes in hac lacrimárum valle. Eia ergo, advocáta nostra, illos tuos misericórdes óculos ad nos convérte. Et Jesum benedíctum fructum Ventris tui, nobis, post hoc exsílium, osténde.
O clemens, o pia, o dulcis Virgo María!
V/. Ora pro nobis, sancta Dei Génitrix.
R/. Ut digni efficiámur promissiónibus Christi.



Credo

Creio em Deus Pai todo-poderoso, criador do céu e da terra; e em Jesus Cristo, seu único Filho, Nosso Senhor; que foi concebido pelo poder do Espírito Santo; nasceu de Virgem Maria, padeceu sob o poder de Pôncio Pilatos, foi crucificado morto e sepultado; desceu aos infernos; ao terceiro dia ressuscitou dos mortos; subiu aos céus, está sentado à mão direita de Deus Pai todo-poderoso, donde há de vir a julgar os vivos e os mortos; creio no Espírito Santo, na santa Igreja Católica, na comunhão dos santos, na remissão dos pecados, na ressurreição da carne, na vida eterna. Amém.

Credo  

Credo in Deum, Patrem omnipoténtem, Creatórem caeli et terrae. Et in Jesum Christum, Filium eius únicum, Dóminùm nostrum : qui concéptus est de Spíritu Sancto, natus ex María Virgine, passus sub Pontio Piláto, crucifíxus, mórtuus, et sepúltus : descéndit ad ínferos; tértia die resurréxit a mórtuis; ascéndit ad caelos; sedet ad déxteram Dei Patris omnipoténtis: inde ventúrus est judicare vivos et mórtuos. Credo in Spiritum Sanctum, sanctam Ecclésiam Cathólicam, Sanctórum communionem, remissiónem peccatórum carnis resurrectiónem, vitam aetérnam. Amen.



Anjo da Guarda

Santo Anjo do Senhor, meu zeloso e guardador, se a ti me confiou a piedade divina, sempre me rege, me guarde governe, ilumine. Amém.

Angele Dei  

Angele Dei, qui custos es mei, me, tibi commíssum pietáte supérna, illúmina, custódi, rege et gubérna. Amen.



O Anjo do Senhor

V/. O Anjo do Senhor anunciou a Maria.
R/. e ela concebeu do Espírito Santo.

. . . Ave Maria. . .

V/. Eis aqui a serva do Senhor.
R/. Faça-se em mim segundo a vossa palavra.

. . . Ave Maria. . .

V/. e o Verbo se fez carne.
R/. E habitou entre nós.

. . . Ave Maria. . .

V/. Rogai por nós, Santa Mãe de Deus.
R/. Para que sejamos dignos das promessas de Cristo.

V/. Oremos:
Derramai, ó Deus, a vossa graça em nossos corações, para que, conhecendo, pela mensagem do Anjo, a encarnação do Cristo, vosso Filho, cheguemos, por sua paixão e cruz, à glória da ressurreição pela intercessão da Virgem Maria. Pelo mesmo Cristo, Senhor Nosso. Amém.

Angelus  

V/. Ángelus Dómini nuntiávit Maríae.
R/. Et concépit de Spíritu Sancto.

. . . Ave María. . .

V/. Ecce ancílla dómini.
R/. Fiat mihi secúndum verbum tuum.

. . . Ave María. . .

V/. Et Verbum caro factum est.
R/. Et habitávit in nobis.

. . .
Ave María. . .

V/. Ora pro nobis, sancta Dei Génetrix.
R/. Ut digni efficiámur prommissiónibus Christi.

Orémus.
Grátiam tuam, quaésumus, Dómine, méntibus nostri infúnde; ut qui, ángelo nuntiánte, Christi Fílii tui encarnatiónem cognóvimus, per passiónem eius et crucem, ad resurrectiónis glóriam perducámur.
Per eúmdem Christum dóminum nostrum. Amen.



À vossa proteção

À vossa proteção recorremos, Santa Mãe de Deus. Não desprezeis as nossas súplicas em nossas necessidades, mas livrai-nos sempre de todos os perigos, ó virgem gloriosa e bendita. Amém

Sub Tuum  

Sub tuum praesídium confúgimus, Sancta Dei Génetrix. Nostras deprecatiónes ne despícias in necessitátibus, sed a perículis cunctis libera nos semper, Virgo gloriósa et benedícta. Amen



Ato de Fé

Senhor Deus, creio firmemente e confesso todas e cada uma das coisas que a Santa Igreja Católica propõe, porque Vós, ó Deus, revelastes todas essas coisas, Vós, que sois a eterna verdade e sabedoria que não pode enganar nem ser enganada. Nesta fé, é minha determinação viver e morrer. Amém.

Actus Fidei

Dómine Deus, firma fide credo et confiteor ómnia et síngula quae Sancta Ecclésia Cathólica propónit, quia tu, Deus, ea ómnia revelásti, qui es aetérna véritas et sapiéntia quae nec fállere nec falli potest. In hac fide vívere et mori státuo. Amen.



Ato de Esperança

Espero, Senhor Deus, que, pela vossa graça, hei de conseguir a remissão de todos os pecados e depois desta vida a felicidade eterna, porque Vós prometestes, Vós que sois infinitamente poderoso, fiel e misericordioso. Nesta esperança, é minha determinação viver e morrer. Amém.

Actus Spei

Dómine Deus, spero per grátiam tuam remissiónem ómnium peccatórum, et post hanc vitam aetérnam felicitátem me esse consecutúrum: quia tu promisísti, qui es infiníte potens, fidélis, benígnus, et miséricors. In hac spe vívere et mori státuo. Amen.



Ato de Caridade

Senhor Deus, amo-Vos sobre todas as coisas e a meu próximo por causa de Ti, porque Vós sois o sumo bem, infinito e perfeitíssimo, digno de todo amor. Nesta caridade, é minha determinação viver e morrer. Amém.

Actus caritatis

Dómine Deus, amo te super ómnia et próximum meum proter te, quia tu es summum, infinítum, et perfectíssimum bonum, omni dilectióne dignum. In hac caritáte vívere et mori státuo. Amen.



Ato de Contrição

Meu Deus, eu me arrependo, de todo coração de todos meus pecados e os detesto, porque pecando não só mereci as penas que justamente estabelecestes, mas principalmente porque Vos ofendi a Vós, sumo bem e digno de ser amado sobre todas as coisas. Por isso, proponho firmemente, com a ajuda da vossa graça, não mais pecar e fugir das ocasiões próximas de pecar. Amém.

Actus Contritionis

Deus meus, ex toto corde paénitet me ómnium meórum peccatórum, eáque detéstor, qui peccándo, non solum poenas a te iuste statútas proméritus sum, sed praesértim quia offéndi te, summum bonum, ac dignum qui super ómnia diligáris. Ideo firmiter propóno, adiuvánte grátia tua, de cétero me non peccatúrum peccandíque occasiónes próximas fugitúrum. Amen.



Oração a São Miguel Arcanjo
(Feita no final da Santa Missa)

São Miguel Arcanjo, defendei-nos no combate, cobri-nos com o vosso escudo contra os embustes e ciladas do demônio. Subjugue-o Deus, instantemente o pedimos. E vós, príncipe da milícia celeste, pelo divino poder, precipitai no inferno a Satanás e a todos os espíritos malignos que andam pelo mundo para perder as almas. Amém.

Sancte Michael Archangele


Sancte Michael Archangele, defende nos in prælio; contra nequitiam et insidias diaboli esto præsidium. Imperet illi Deus, supplices deprecamur: tuque, Princeps militiæ cælestis, Satanam aliosque spiritus malignos, qui ad perditionem animarum pervagantur in mundo, divina virtute in infernum detrude. Amen.



Vinde Espírito Santo

Vinde Espírito santo, enchei os corações dos vossos fiéis e acendei neles o fogo do Vosso Amor e enviai o Vosso Espírito e tudo será criado e renovareis a face da terra.
Oremos: Ó Deus que instruíste os corações dos vossos fiéis, com a luz do Espírito Santo, fazei que apreciemos retamente todas as coisas segundo o mesmo Espírito e gozemos da sua consolação. Por Cristo Senhor Nosso. Amém.

Veni Sancte Spíritus

Veni Sancte Spíritus reple tuórum corda fidélium, et tu amóris in eis ignem accénde.
Emítte Spíritum tuum et creabúntur.
Et renovábis faciem terrae.
Oremus: Deus, qui corda fidélium Sancti Spíritus illustratióne docuisti da nobis in eódem Spíritu recta sápere, et de ejus semper consolatióne gaudére.
Per christum Dóminum nostrum. Amen.



Confesso-me

Eu pecador me confesso a Deus todo-poderoso, à bem-aventurada sempre Virgem Maria, ao bem-aventurado são Miguel Arcanjo, ao bem-aventurado são João Batista, aos santos apóstolos são Pedro e são Paulo, a todos os Santos e a vós, Padre, porque pequei muitas vezes, por pensamentos, palavras e obras, (bate-se por três vezes no peito) por minha culpa, minha culpa, minha máxima culpa. Portanto, rogo à bem-aventurada Virgem Maria, ao bem-aventurado são Miguel Arcanjo, ao bem-aventurado são João Batista, aos santos apóstolos são Pedro e são Paulo, a todos os Santos e a vós, Padre, que rogueis a Deus Nosso Senhor por mim.

Confiteor

Confiteor Deo omnipotenti, beatæ Mariæ semper Virgini, beato Michæli Archangelo, beato Joanni Baptistæ, sanctis Apostolis Petro et Paulo, omnibus Sanctis, et tibi, pater: quia peccavi nimis cogitatione, verbo, et opere: (percutiunt sibi pectus ter, dicentes): mea culpa, mea culpa, mea maxima culpa. Ideo precor beatam Mariam semper Virginem, beatum Michælem Archangelum, beatum Joannem Baptistam, sanctos Apostolos Petrum et Paulum, omnes Sanctos, et te, pater, orare pro me ad Dominum Deum nostrum.



Santo

Santo, Santo, Santo, é o Senhor Deus dos Exércitos. A Terra e o Céu estão cheios da Vossa glória. Hosana no mais alto dos Céus. Bendito O que vem em nome do Senhor. Hosana nas alturas!

Sanctus

Sanctus, Sanctus, Sanctus, Dominus Deus Sabaoth. Pleni sunt cæli et terra gloria tua. Hosanna in excelsis. Benedictus, qui venit in nomine Domini. Hosanna in excelsis.



Cordeiro de Deus

Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo,
R. Tende piedade de nós.
Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo,
R. Tende piedade de nós.
Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo,
R. Dai-nos a paz.

Agnus Dei

Agnus Dei, qui tollis peccata mundi,
R. Miserere nobis.
Agnus Dei, qui tollis peccata mundi,
R. Miserere nobis.
Agnus Dei, qui tollis peccata mundi,
R. Dona nobis pacem.



Senhor eu não sou digno

Senhor, eu não sou digno de que entreis em minha morada, mas dizei uma só palavra e a minha alma será salva.

Domine non sum dignus

Domine, non sum dignus, ut intres sub tectum meum: sed tantum dic verbo, et sanabitur anima mea.



Alma de Cristo

Alma de Cristo, santificai-me.
Corpo de Cristo, salvai-me.
Sangue de Cristo, inebriai-me.
Água do lado de Cristo, lavai-me.
Paixão de Cristo, confortai-me
Ó bom Jesus, ouvi-me.
Dentro de vossas chagas, escondei-me.
Não permitais que me separe de vós.
Do espírito maligno, defendei-me.
Na hora da morte, chamai-me, e mandai-me ir para Vós, para que com os vossos Santos vos louve, por todos os séculos. Amém.

Anima Christi

Anima Christi, sanctífica me.
Corpus Christi, salva me.
Sanguis Christi, inebria me.
Aqua láteris Christi, lava me.
Pássio Christi, confórta me.
O boné Iesu, exáudi me.
Intra tua vulnera abscónde me.
Ne permíttas me separári a te.
Ab hoste maligno defende me.
In hora mortis meae voca me. Et iube me veníre ad te, ut cum Sanctis tuis laudem te in saécula saeculórum. Amen.



Rainha do Céu

Rainha do Céu, rejubilai, aleluia.
Porque aquele que mereceste trazer no seio, aleluia,
Ressurgiu como dissera, aleluia.
Rogai a Deus por nós, aleluia.
V. / Exultai e rejubilai, ó Virgem Maria, aleluia.
R. / Porque o Senhor ressuscitou verdadeiramente, aleluia.

Oremos:
Ó Deus, que vos dignastes alegrar o mundo pela ressurreição do vosso Filho, Nosso Senhor Jesus Cristo, fazei, por intercessão da Virgem Maria, Sua Mãe Santíssima, que sejamos admitidos às alegrias da vida eterna. Pelo mesmo Jesus Cristo Nosso Senhor.
R. / Amém.

Regina Caeli

Regina Caeli, laetáre, allelúia;
Quia quem meruísti portáre, allelúia;
Ressurréxit, sicut dixit, allelúia;
Ora pro nobis Deum, allelúia.
V. / Gaude et laetáre, Virgo María, allelúia.
R. / Quia surréxit Dóminus vere, allelúia.


Oremus.
Deus qui per resurrectiónem Fílii tui Dómini nostri Iesu Christi mundum laetificáre dignátus es: praesta, quaésumus; ut, per ejus Genitrícem Vírginem Maríam, perpétuae capiámus gáudia vitae. Per eúmdem Christum, Dóminum nostrum.
R. / Amen.



Benção antes das refeições

Abençoai-nos, Senhor, a nós e a estes dons que da vossa liberalidade recebemos. Por Cristo, Senhor Nosso. Amém.



Bénedic, Dómine, nos et hæc tua dona quæ de tua largitáte sumus sumptúri. Per Christum Dóminum nostrum. Ámen.



Antes do Almoço

Que o Rei da eterna glória nos faça participantes da mesa celestial. Amém.  



Mensæ cæléstis partícipes faciat nos, Rex ætérnæ glóriæ. Ámen.



Antes do Jantar

Que o Rei da eterna glória nos conduza à Ceia da vida eterna. Amém.



Ad cénam vitæ ætérnæ perdúcat nos, Rex ætérnæ glóriæ. Ámen.



Bênção depois das refeições

Nós Vos damos graças, Deus onipotente, por todos os nossos benefícios, Vós que viveis e reinais por todos os séculos dos séculos. Amém.



Agimus tibi grátias, omnípotens Deus, pro univérsis benefíciis tuis, qui vivis et regnas in sáecula sæculórum. Ámen.



Dignai-Vos Senhor

Dignai-Vos Senhor, Retribuir com a vida eterna a todos os que nos fazem bem por amor do vosso nome. Amém.



Retribúere dignáre, Dómine, óminibus nobis bona faciéntibus propter nomen tuum vitam ætérnam. Ámen.



Jesus, Maria e José

Jesus, Maria e José, dou-Vos o coração e minha alma. Jesus, Maria e José, assisti-me na última agonia. Jesus, Maria e José, expire em paz entre Vós a alma minha.



Iesu, María, Ioseph, vobis cor et ánimam meam dono. Iesu, María, Ioseph, adstáte mihi in extrémo ágone. Iesu, María, Ioseph, in pace vobíscum dórmiam et requiéscam.

Orações da Manhã
Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo. Amém.
Oferecimento do Dia

Senhor Deus, Rei do céu e da terra, dirige, santifica, conduz e governa, neste dia, nossos corações e nossos corpos, nossos sentimentos, palavras e ações, a fim de que submissos à tua lei e agindo conforme os teus preceitos, mereçamos, por teu auxílio, ser salvos e livres nesta vida e na eternidade, ó Salvador do mundo. que vives e reinas pelos séculos dos séculos. Amém.



Dirígere et sanctificáre, régere et gubernáre dignáre, Dómine Deus, Rex caeli et terrae, hódie corda et córpora nostra, sensus, sermónes et actus nostros in lege tua et in opéribus mandatórum tuórum; ut hic et in aetérnum, te auxiliánte, salvi et líberi esse mereámur, Salvátor mundi: Qui vívis et regnas in sáecula saeculórum. Amen.



1- Ângelus
(Obs: O Regina Caeli substitui o Ângelus durante o Tempo Pascal e recita-se sempre de pé)

2- Ponhamo-nos na presença de Deus e adoremos o Seu santo Nome:

Santíssima e augusta Trindade, Deus Uno em três pessoas, creio que Vós aqui estais presente.Adoro-Vos com sentimentos da mais profunda humildade, e rendo-Vos, de todo o coração, as homenagens devidas à Vossa soberana majestade.

3- Ato de Fé

4- Ato de Esperança

5- Ato de Caridade

6- Ato de Ação de Graças:

Meu Deus, agradeço-Vos humildemente todas as graças que me concedestes até hoje: E vejo a luz do dia ainda, por um efeito da Vossa graça: quero empenhar-me unicamente em servir-Vos, consagro-Vos todos os meus pensamentos, palavras e obras.Abençoai-me, Senhor, para nada fazer contrário à Vossa vontade, nem em detrimento de vossa glória.

7- Tomemos a firme resolução de evitar o pecado e praticar a virtude:
Adorável Jesus, Divino modelo de perfeição a que devemos aspirar, vou-me empenhar em tornar-me, tanto quanto possível, semelhante a vós: doce, humilde, casto, paciente, caritativo e resignado como Vós.Em particular, farei todos os esforços para jamais cair nas faltas que tanta vezes tenho cometido, e de que desejo sinceramente corrigir-me.

8- Peçamos as graças que nos são necessárias:
Meu Deus, conheceis a minha fraqueza.Nada posso sem a Vossa graça.Não ma recuseis, Senhor, dispensai-ma em todas as minhas necessidades.Dai-me força par evitar o mal e praticar o bem, e sofrer com paciência todas as penas que vos aprouver mandar-me.

9- Pai Nosso

10- Ave Maria

11- Credo

12- Confesso-me

13- Invoquemos a Santíssima Virgem
Santíssima Virgem, Mãe de Deus, e minha Mãe; quero estar a Vossa cuidado; quero penetrar com confiança no seio da Vossa misericórdia. Sede o meu refúgio na provação o meu alento no sofrimento e a minha advogada junto de Vosso adorável Filho, hoje, todos os dias da vida e principalmente na hora da morte.

14- Anjo da Guarda

15- Grande santo
Grande Santo, cujo nome tenho a honra de possuir, protegei-me, orai por mim, para poder servir a Deus como Vós na Terra, e glorificá-Lo eternamente convosco no Céu. Amém

16- Prática de Piedade:
(Ao acordar)
Eu Vos adoro, meu Deus, e Vos amo de todo o coração. Dou-vos graças por me terdes criado e feito cristão, e por me terdes conservado nesta noite. Ofereço-Vos todas as minhas ações, e peço-vos que me preserveis de pecado neste dia e me livreis de todo o mal. Amém


Orações da Noite
Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo. Amém.

1- Ponhamo-nos na presença de Deus e adoremo-Lo:
Adoro-Vos, meu Deus, com a submissão que me inspira a Vossa ilimitada grandeza. Creio em Vós, porque sois a própria verdade. Espero em Vós porque sois infinitamente bom: muito Vos amo, porque sois soberanamente amável, e amo ao próximo como a mim mesmo, por amor de Vós.

2- Agradeçamos a Deus as graças que nos tem concedido:
Como agradecerei ao Senhor, tudo o que me concedeu? Desde toda a eternidade pensou em mim; tirou-me do nada, entregou-se à morte para me resgatar, e sempre me cumula de inumeráveis favores. Ai, Senhor! Que hei de fazer em reconhecimento de tanta bondade? Uni-me a vós, Anjos do Céu, para louvar o Deus das misericórdias que não cessa de fazer bem à mais indigna e ingrata de suas criaturas.

3- Peçamos a Deus o conhecimento de nossos pecados:
Eterna fonte de luz, Divino Espírito, dissipai as trevas da minha ignorância sobre a malícia do pecado. Não permitais que torne doravante a ofender-Vos, porque é a mais cruel das ingratidões. Concedei-me horror ao pecado, e um eterno amor a Vós.

4- Exame de consciência
(Para ser feito no fim do dia)

Deveres para com Deus: Amar a Deus sobre todas as coisas.

Deveres religiosos: Negligências e omissões; falta de respeito nos lugares santos ou na recepção dos sacramentos; santificação do dia do Senhor; Dúvidas em matéria de fé; Blasfêmias; Pragas; Falta de confiança ou de conformidade com a vontade Divina; Queixar-se da Providência e de suas disposições.

Deveres para consigo mesmo: Cuidado com a própria santificação; extirpação dos defeitos, mormente do principal; Prática das virtudes (simplicidade, desprendimento de si mesmo e do mundo, etc. ); Preguiça no cumprimento dos deveres de estado; Vaidade, preguiça, sensualidade; Desejos, pensamentos, palavras e ações.

Deveres para com o próximo: Amor sobrenatural do nosso semelhante; Falta de solicitude em obedecer a quem se deve obediência; Desprezo, ódio, ciúme, frieza, injúrias para com o próximo; Maledicência, calúnia; violência, escândalos; Injustiça, dano, mentira; Ofensas à reputação de outrem.

Eis me aqui, Senhor, confundido e penetrado de dor à vista de minhas faltas. Detesto-as, em Vossa presença, com grande pesar de ter ofendido um Deus tão bom, e digno de ser amado. Castigai-me, se quiserdes; sim, que sou ingrato. Como levei tão longe a minha malícia e iniquidade, até ofender um Deus que se deu à morte por mim! Peço-vos humildemente perdão de minhas faltas, e rogo-Vos me concedais a graça de fazer desde hoje até à morte uma sincera penitência.

5- façamos um firme propósito de emenda:
Como desejaria, Senhor, jamais tornar a ofender-Vos: Embora miserável, quero desde hoje mudar de vida e compensar, com amor, as ofensas que Vos tenho feito. Concedei-me esta graça, e ninguém me poderá apartar do Vosso amor. Amém.

6- Pai Nosso

7- Ave Maria

8- Credo

9- Confesso-me

10- Recomendamo-nos a Deus, à Santíssima Virgem e aos Santos:

Abençoai, senhor, o repouso que vou tomar para reparar minhas forças e melhor Vos servir: Santíssima Virgem, Mãe de Deus, e, depois Dele, minha única esperança; vem meu bom anjo Patrono, intercede por mim, protege-me nesta noite, toda a vida, e à hora da morte. Amém.

11- Rezemos pelos vivos e defuntos:

Dispensai, Senhor, as Vossas graças a meus pais, benfeitores, amigos e inimigos. Protegei os meus mestres espirituais e temporais, socorrei os pobres, os presos, os atribulados, os viajantes, os enfermos, os agonizantes. Convertei os heréticos e ilustrai os infiéis. Deus de clemência e misericórdia, tende piedade das almas santas que estão no purgatório. Ponde termo a suas penas, e dai repouso e luz eterna aquelas a quem estou obrigado.

12- Salmo 129 - De Profúndis

Salmo CXXIX de David
Das profundezas clamo a ti Senhor: escuta o meu apelo.
Senhor, tornem atentos teus ouvidos à voz da minha súplica!
Se lembrares, Senhor, nossos pecados, quem suportará? Mas junto de ti encontra-se o perdão, para que te sirvamos.
Espero em ti, Senhor, e minha alma tua palavra espera.
Mais confiante que os vigias pela aurora, ela espera o Senhor.
Que Israel, mais que os vigias pela aurora, pelo Senhor espere!
Pois junto do Senhor se encontra a graça, copiosa redenção.
E ele próprio Israel resgatará de todos os pecados.

Dai-lhes Senhor o descanso eterno e que a luz perpétua as ilumine, Descansem em paz. Amém



De profúndis clamávi ad te, Dómine: Dómine, exáudi vocem meam:
Fiant aures tuæ intendéntes: in vocem deprecatiónis meæ.
Si iniquitátes observáveris, Dómine: Dómine, quis sustinébit?
Quia apud te propitiátio est: et propter legem tuam sustínui te, Dómine.
Sustínuit ánima mea in verbo ejus: sperávit ánima mea in Dómino.
A custódia matutína usque ad noctem: speret Israël in Dómino.
Quia apud Dóminum misericórdia: et copiósa apud eum redémptio.
Et ipse rédimet Israël: ex ómnibus iniquitátibus ejus.

Réquiem ætérnam dona eis, Dómine.
Et lux perpétua lúceat eis.

13- Ladainha da Santíssima Virgem

Senhor, tende piedade de nós.
Jesus Cristo, tende piedade de nós.
Senhor, tende piedade de nós.

Jesus Cristo, ouvi-nos.
Jesus Cristo, atendei-nos.

Pai celeste que sois Deus,
tende piedade de nós.
Filho, Redentor do mundo, que sois Deus,
tende piedade de nós.
Espírito Santo, que sois Deus,
tende piedade de nós.
Santíssima Trindade, que sois um só Deus,
tende piedade de nós.

Santa Maria, rogai por nós.
Santa Mãe de Deus,
Santa Virgem das Virgens,
Mãe de Jesus Cristo,
Mãe da divina graça,
Mãe puríssima,
Mãe castíssima,
Mãe imaculada,
Mãe intacta,
Mãe amável,
Mãe admirável,
Mãe do bom conselho,
Mãe do Criador,
Mãe do Salvador,
Virgem prudentíssima,
Virgem venerável,
Virgem louvável,
Virgem poderosa,
Virgem clemente,
Virgem fiel,
Espelho de justiça,
Sede de sabedoria,
Causa da nossa alegria,
Vaso espiritual,
Vaso honorífico,
Vaso insígne de devoção,
Rosa mística,
Torre de David,
Torre de marfim,
Casa de ouro,
Arca da aliança,
Porta do céu,
Estrela da manhã,
Saúde dos enfermos,
Refúgio dos pecadores,
Consoladora dos aflitos,
Auxílio dos cristãos,
Rainha dos anjos,
Rainha dos patriarcas,
Rainha dos profetas,
Rainha dos apóstolos,
Rainha dos mártires,
Rainha dos confessores,
Rainha das virgens,
Rainha de todos os santos,
Rainha concebida sem pecado original,
Rainha elevada ao céu,
Rainha do sacratíssimo Rosário,
Rainha da paz,

Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo,
perdoai-nos Senhor.
Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo,
ouvi-nos Senhor.
Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo,
tende piedade de nós.

V. Rogai por nós, Santa Mãe de Deus,
R. Para que sejamos dignos das promessas de Cristo.

Oremos.
Senhor Deus, nós Vos suplicamos que concedais aos vossos servos perpétua saúde de alma e de corpo; e que, pela gloriosa intercessão da bem-aventurada sempre Virgem Maria, sejamos livres da presente tristeza e gozemos da eterna alegria.
Por Cristo Nosso Senhor.

Amém.

(no mês de outubro)

V. Rogai por nós, Rainha do Sacratíssimo Rosário,
R. Para que sejamos dignos das promessas de Cristo.


Kýrie, eléison.
Christe, eléison.
Kýrie, eléison.

Christe, audi nos.
Christe, exáudi nos.

Pater de cælis, Deus,
miserére nobis.
Fili, Redémptor mundi, Deus,
miserére nobis.
Spíritus Sancte, Deus,
miserére nobis.
Santa Trínitas, unus Deus,
miserére nobis.

Sancta María, ora pro nobis.
Sancta Dei Génitrix
Sancta Virgo vírginum,
Mater Christi,
Mater divínæ grátiæ,
Mater puríssima,
Mater castíssima,
Mater invioláta,
Mater intemeráta,
Mater amábilis,
Mater admirábilis,
Mater boni consílii,
Mater Creatóris,
Mater Salvatóris,
Virgo prudentíssima,
Virgo veneránda,
Virgo prædicánda,
Virgo potens,
Virgo clemens,
Virgo fidélis,
Spéculum justítiæ,
Sedes sapiéntiæ,
Causa nostræ lætítiæ,
Vas spirituále,
Vas honorábile,
Vas insígne devotiónis,
Rosa mýstica,
Turris Davídica,
Turris ebúrnea,
Domus áurea,
Fœderis arca,
Jánua cæli,
Stella matutína,
Salus infirmórum,
Refúgium peccatórum,
Consolátrix afflictórum,
Auxílium Christianórum,
Regína Angelórum,
Regína Patriarchárum,
Regína Prophetárum,
Regína Apostolórum,
Regína Mártirum,
Regína Confessórum,
Regína Vírginum,
Regína Sanctórum ómnium,
Regína Sine labe origináli concépta,
Regína in cælum assúmpta,
Regína sacratíssimi Rosárii,
Regína pacis,

Agnus Dei, qui tollis peccáta mundi,
parce nobis, Dómini.
Agnus Dei, qui tollis peccáta mundi,
exáudi nos, Dómini.
Agnus Dei, qui tollis peccáta mundi,
miserére nobis.

V. Ora pro nobis, sancta Dei Génitrix.
R. Ut digni efficiámur promissiónibus Christi.

Orémus.
Concéde nos fámulos tuos, quæsumus, Dómine Deus, perpétua mentis et córporis sanitáte gaudére: et gloriósa beátæ Maríæ semper Vírginis intercessióne, a præsénti liberári tristítia, et ætérna pérfrui lætítia.
Per Christum Dóminum nostrum.


Amen.

Amém.



ABORTO - O GRITO SILENCIOSO

CONHEÇA O NOVO SITE DA EDITORA